Todos nós nascemos com um contrato assinado com a vida. Se formos mais incisivos, iremos reconhecer que esse contrato é estabelecido mesmo antes de nascermos.
Há várias cláusulas nesse contrato. — A autopreservação nos é bem conhecida. Mesmo antes de termos uma consciência plenamente desenvolvida, é possível perceber essa cláusula em vigor. Até mesmo fetos respondem quando agredidos, efeito reflexo, ainda assim é uma resposta, mesmo que seja inconsciente. Ele tenta, busca proteger a própria vida.
A criança responde usando diversos meios possíveis. Chora quando sente fome. Informa a mãe que sente uma dor usando diferentes formas de gritos e gemidos. Esquiva-se diante de um estímulo que represente algum desconforto ou ameaça. Esforçamos-nos para que a nossa própria vida seja preservada. A cláusula da autopreservação. — Ela é vitalícia.
Há casos excepcionais em que a cláusula da autopreservação é ignorada em favor da vida do outro. Mães que lutam bravamente com animais ferozes, ou mesmo com outros que ameacem a sobrevivência, a vida do filho. Há ainda homens que terminam perdendo a própria vida para salvar outras milhares delas. Tudo pela vida!
Há uma outra cláusula que tem a ver com a autoaprendizagem. Chegamos ao mundo sabendo algumas coisas básicas. São conhecimentos que irão facilitar o início da vida. Já nascemos prontos, preparados para o aprendizado contínuo. É durante a infância que essa segunda cláusula é potencializada. Fará parte de nós por toda a vida. Aprender sempre.
Na vida nos arrependemos de muitas coisas; menos de termos aprendido algo que irá nos ajudar no nosso aperfeiçoamento por essa estrada. É nela que devemos caminhar durante toda a nossa jornada por aqui. Se há uma escolha sensata a se fazer na vida, essa escolha é a aprendizagem contínua.
"Associe-se àqueles que farão de você alguém melhor. Acolha aqueles que você pode melhorar. O processo é mútuo; pois as pessoas aprendem enquanto ensinam" (Sêneca).
É o aprendizado que nos prepara para as contingências da vida. Se a lição for bem assimilada, viveremos em paz não apenas com os outros, mas com nós mesmos, resguardando assim o nosso bem-estar.
"Porque o espetáculo da vida é viver plenamente".
Waldez Pantoja

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