Tudo quanto é aceito por um simples ato de fé deve ser qualificado de crença. Se a exatidão da crença é verificada mais tarde pela observação e a experiência, cessa de ser uma crença e torna- se um conhecimento. (Gustave Le Bon).
Assim estão fixadas as crenças no dualismo, corpo e alma, às vezes com até 3 componentes: corpo, alma e espírito. Como substâncias unidas e ao mesmo tempo separadas entre si.
Com o passar do tempo alguns conceitos, algumas palavras vão se adequando às crenças, de maneira tal a podermos usar como justificativa à nossa própria crença já estabelecida.
O termo Espírito no grego antigo era apenas um vento (pneuma), um fenômeno bem conhecido e explicado racionalmente. O viés religioso se apodera do termo e apresenta uma nova roupagem, que logo se torna uma crença.
Platão surge com uma explicação e começa então uma divisão que se propaga; Descartes, Tomás de Aquino, Santo Agostinho e outros fundamentam a base da crença propagadora do dualismo. No decorrer do tempo surgem variedades e diversas explicações que apenas tornam a crença ainda mais forte.
O monista crer em apenas um corpo que produz pensamentos, ideias, sentimentos e emoções. O dualista adiciona alma e espírito ao corpo como substâncias extracorpóreas.
O homem tem aversão à dúvida e à incerteza. Tudo precisa de uma explicação racional. Espaços vazios precisam ser preenchidos nem que sejam com uma crença, superstição, um conceito. Muitos na verdade são levados a crer, não pela razão, por alguma demonstração, prova, apenas pelo agrado daquilo que satisfaz e preenche uma incômoda lacuna.
E você, crer na corrente dualista ou monista?
*Waldez Pantoja*

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