Se não nos empenhamos em revermos algumas posições sobre determinados assunto diários, viveremos uma vida desgovernada e conturbada.
O que pensamos ser o erro do mundo, na verdade são as nossas dores, todas manifestas em nós mesmos. Usando eventos externos como pretexto por não suportamos certas ocorrências, aquelas que provocam danos terríveis em nós, escolhendo nos expor aos eventos sobre os quais não temos controle algum. Em seguida, buscamos culpados.
"Quando você estiver realizando alguma ação, lembre-se da natureza da ação. Se pretende ir a um balneário, pense nas coisas que costumam acontecer nesse local: algumas pessoas jogam água, algumas se empurram e formam-se grupos, outras se xingam e outras roubam" (Epicteto).
Não está sob meu domínio. Não consigo controlar o que não me pertence. Por que então tanta energia gasta em coisas extrínsecas, já que não iremos mudá-las? "A chuva repentina me impediu de chegar à tempo". "O engano do outro causou isso ou aquilo". "Os hábitos dele me incomodam". Toda e qualquer solução, está dentro de nós, e não naquilo que insistimos em não compreender.
Efêmero é, tanto aquele que lembra quanto o que é lembrado. Se não fomentarmos, morre. Morre o que é bom, mas também o que é ruim.
A provocação pode vir do outro, mas o efeito, a resposta, somos nós que controlamos. Se aceitarmos, o efeito é certo. Se ignorarmos, passa. – Ah, não! Não posso aceitar isso, preciso revidar. Então o efeito do veneno agirá e não se pode culpar o veneno, porque a essência do veneno é envenenar.
Pueril é o argumento que tenta demonstrar controle sob todas as coisas externas dizendo: — não, eu não me deixo influenciar. As influências sofridas nem sempre são conscientes, principalmente as negativas. Tomemos cuidado com a exposição.
"Porque o espetáculo da vida é viver plenamente".
*Waldez Pantoja*

Nenhum comentário:
Postar um comentário