segunda-feira, 28 de novembro de 2022

A ORDEM DAS COISAS

 


Sem subverter a ordem das coisas: "do passado, as lembranças; no presente, viver; para o futuro, os planos".


O que deveria ser apenas um obstáculo, pode facilmente se tornar um limite estabelecido quando subvertemos a ordem das coisas. O objetivo da memória é fazer com que o presente tenha um sentido, nos ajuda a evitarmos que erros cometidos sejam repetidos. 


Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. [...] Não temos uma vida breve, mas fazemos com que seja assim. [...] A expectativa é o maior impedimento para viver: leva-nos para o amanhã e faz com que se perca o presente. (Sêneca).


Insensato é querer viver no presente coisas que pertencem às distantes terras do passado ou mesmo do futuro.


Esse contínuo estado vivendo segundo expectativas futuras, roubam de nós um tempo precioso do nosso ínfimo presente. Em um instante passa, e já não mais nos pertence.


É do passado que assimilamos todas as lições aprendidas e que devem ser aplicadas no presente. O que não se pode é querer viver um tempo que não mais nos pertence ou ainda nem chegou. O fruto desse ato resulta em ansiedade, e muitas vezes frustração.


O livro de Mateus traz uma advertência: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal". 


A ideia é aprender com a dor que é inevitável; fugir da aflição hoje por coisas que sequer aconteceram. Evitar sofrer duas vezes com antecipações desnecessárias.


Waldez Pantoja

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