quarta-feira, 2 de novembro de 2022

QUANDO ACORDEI…




Dádivas —, isso recebemos da vida. Todos os dias quando acordamos há inúmeras delas a nossa disposição. Algumas gostamos muito. Outras, nem tanto. Há sempre uma intencionalidade, um ensinamento, aprendizado, aprimoramento em curso. 

A vida se assemelha muito a uma estrada. Não é uma linha reta. Há curvas, altos e baixos, também precipícios que devemos evitá-los. Alguns peregrinos se retiram, mas a estrada permanece para que outros possam trilhar. A vida nem sempre nos dá tudo o que queremos, mas o suficiente sim.

"Debaixo do nosso poder estão o pensamento, o impulso, a vontade de adquirir e a vontade de evitar e, numa palavra, tudo que resulta das nossas ações" (Epicteto).

A natureza é forte, bela, exuberante. Tem o tempo a seu favor, e contra o tempo não há resistência. Com o tempo tudo pode ser conquistado, vencido, aprimorado, pena que ele não está muito a nosso favor. Nós é que precisamos tirar o melhor proveito em tempo hábil, antes que as cortinas se fechem. Para muitos o fim do show. Para outros muitos, é apenas o início. Há também a continuidade. Que espetáculo! 

De repente dormimos, e quando acordamos percebemos que parte do espetáculo foi perdido. Sequer temos lembrança alguma porque não vivenciamos aquilo que se foi. Sem lamentos, basta aproveitar o agora. Somos platéia, mas também elenco. Somos construtores de castelos, mas também moradores deles.

Repentinamente ouço um som. Não! Isso é música, aquele tipo que embala a alma e vale a pena escutar. Acordo às pressas, a tempo de poder desfrutar da última peça que o artista ainda executava. Aplausos, choros, risos, surpresas, de tudo há um pouco.

A todo instante podemos acordar para uma nova vida diante de nós. Todos os dias, a todo momento há um espetáculo em andamento. Enquanto o artista se apresenta, o que ele reproduz é nosso também.

"Porque o espetáculo da vida é viver".

Waldez Pantoja

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