Antes de se envolver em um embate, pense e decida se você quer ter paz ou razão. Se quer ter paz, não entre jamais. Se quiser ter razão, mantenha-se longe, caso contrário, ela será perdida em meio às falas, aos ataques e as provocações. O domínio próprio sem a razão se tornará manco, inócuo, sujeito aos sentimentos e as emoções afloradas. E aí, nem paz nem razão. Se não se importar nem com a sua paz nem com a razão, eis uma escolha.
Não haverá embate entre emoção e razão. Porque a razão irá se retirar, se recolher até que os anônimo se recomponha. As emoções podem ser impetuosas e flagrantes. A razão necessita de tempo, reflexão, domínio, equilíbrio e aptidão.
A emoção é resposta, ebulição, um vulcão. A razão equilíbrio, domínio, compreensão. A emoção impulsiona, a razão equilibra, é conscientização da situação.
A exposição de ideias é saudável enquanto exposição; todos ganham, todos aprendem, mas danosa quando se transforma em imposição. Aí a sujeição é toda da emoção.
O debate saudável pode iluminar o caminho. O embate, a discussão e a imposição; turvam, embaçam, nublam e fogem à razão.
Aquele que não está bem consigo mesmo em tudo vê conflito. Busca soluções difíceis em terras distantes, enquanto ele mesmo é parte da resolução, mas não se atém a isso.
Antes de qualquer ciência vem a educação, o respeito mútuo, o respeito à propriedade alheia. E propriedade nesse contexto, não trata apenas do bem material, há muito mais envolvido. Nenhuma lei posterior a esses pilares será capaz de moldar um povo, um grupo moralmente corrompido.
Nenhum rio corre em direção à nascente. Isso nunca se viu. Ética, moral, valores estão na nascente desse rio chamado sociedade. Se a nascente for contaminada, todo rio será também contaminado.
A razão quase nunca é contagiante, ela é imparcial, representa equilíbrio. Cabe a emoção cumprir essa missão.
Onde nasce o mal, lá também reside a cura. Dentro de nós mesmos.
Waldez Pantoja

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