quinta-feira, 17 de novembro de 2022

OPINIÕES, O BICHO-PAPÃO.

 

No mundo dos humanos, toda construção nasce primeiro na mente, no mundo das ideias. Depois é que se torna visível a superficialidade dos olhos da humanidade. Entre a ideia e a ação, pode haver certos empecilhos, e ocasionalmente isso tem a ver com opiniões débeis e vagas daqueles muito próximos.

Certas opiniões funcionam como bicho-papão. Servem apenas para nos amedrontar, nos tirar do caminho, mudar nosso foco, causar dúvidas. Assim pensava Sócrates. Embora ideias sejam um precursor, nada se constrói com ideias. Apenas a ação tem esse poder.

Quando perdemos o foco do momento presente e nos empenhamos nas ocorrências negativas futuras, o medo surge, não no futuro, mas aqui, no agora, é onde os efeitos se manifestam, se tornam presentes e reais.

"Temos muito mais respeito pelo que nossos vizinhos pensarão de nós do que pelo que pensaremos de nós mesmos. [...] Muitas vezes me perguntei como é que todo homem ama mais a si do que a todos os outros, mas dá menos valor à sua opinião sobre si mesmo do que às dos outros" (Epiteto).

Não importa de onde vem a opinião, chegando ela à nossa mente, deverá estar totalmente sob nosso controle. Nós é que devemos filtrar essa enxurrada de julgamentos que se apresentam como se fossem leis que traçam nosso destino.

Vivendo a vida ansiosamente, nos esquecemos que o momento presente é o único que realmente vale a pena. Teimosamente nos dividimos entre lembrança daquilo que passou e ansiedade pelo que ainda nem chegou. Opiniões, o bicho-papão. É quando ocorre a omissão e até ausência da vida em andamento hoje. 

As realizações e as mudanças só podem acontecer no agora, nunca em outro momento. Esquecemos disso dedicando muito tempo às opiniões, ao bicho-papão que sempre nos espreita.

Tudo o que ouvimos é uma opinião, não um fato. Tudo o que vemos é uma perspectiva, não a verdade. (Marco Aurélio).

"Porque o espetáculo da vida é viver em plenitude".


Waldez Pantoja

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