Lá pelas bandas do oriente em alguma montanha fria, inicia-se um diálogo.
— O que mais temes tu?
— O despreparo.
— O que não temes jamais?
— A morte.
— E por que temes o despreparo e a morte não?
— Porque a morte está fora do meu controle. Ela é certa e nada posso fazer a seu respeito. Depende apenas da vontade dela levar-me ou não. Ela é perfeita e eficaz no seu propósito, eu imperfeito. Já o despreparo, esse está sob meu controle. É minha responsabilidade buscar preparação para enfrentar os desafios da vida.
"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas" (Sun Tzu). O despreparo pode nos levar a lugares indesejados.
Talvez estejamos muito mais preparados para a morte e despreparados para a vida. Reclamamos, lastimamos, nos tornamos ingratos, sentimos inveja, cuimes, odiamos pessoas, muitas vezes nos comportamos com arrogância, nos transformamos em hipócritas e presunçosos.
Essas são demonstrações do nosso despreparo diante da vida. Mas tudo isso deve ser alvo de uma busca constante, evitando assim, vivermos despreparadamente indo para onde o vento soprar.
Diante do despreparo, o sofrimento comum. Alguns sofrem por querer mais. Outros, por medo de perder o que pensam possuir. E ainda sofrem os que acreditam nada ter, enquanto têm uma vida inteira para viver.
O aperfeiçoamento é esse estado contínuo da preparação. É busca. É o caminho e não o destino.
Waldez Pantoja
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