As emoções nos mantêm vivos, alertas, presentes, em estado de prontidão. Mas há limites a serem observados.
A manifestação do ódio é veloz e voraz. O ódio atropela, pisoteia, machuca, enlouquece, cega; não representa ganho algum, principalmente quando contumaz, porque a capacidade de discernimento está emperrada, as funções executivas isoladas, desligadas, o juízo se torna ineficaz.
Muitas vezes a intensidade do ódio supera a do amor. O ódio representa perda; o amor, ganhos. Ainda assim, eventualmente escolhemos perder.
Lenta é a manifestação do amor. Embora represente ganhos sempre, surge de modo tímido, até se oculta acanhadamente. Muitos sequer tomam conhecimento da sua presença. Mas pode estar ali, presente.
Sêneca dizia que a razão julga de acordo com o certo. A raiva, o ódio vai fazer com que tudo pareça certo, o que quer que se faça.
Dominados pelo ódio, toda a nossa capacidade de domínio se dissipa, nossa inteligência se reduz a pó, a estupidez comanda e dirige o raivoso.
Não! Não é uma luta entre dois oponentes, amor e ódio. Trata-se apenas de nutrição mesmo. A qualidade do alimento sempre irá fortalecer uma enfraquecer a outra. Ambas necessitam de nutrição diária. Escolhendo nutrir uma, a outra irá adormecer. Embora permaneça viva.
Amor e ódio são emoções adaptativas, têm uma função, mas precisam de estímulos e alimento para que possam se manifestar.
Qual irá adormecer hoje?
Waldez Pantoja

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