A perguntado do título vem sendo feita há séculos. E também há séculos respostas à pergunta têm surgido. Para cada época, uma resposta. Cada pensador apresenta uma ideia. Para cada situação, uma conclusão.
Encontramos respostas em diversas áreas do conhecimento humano. Na religião, na filósofia, medicina, na psicologia, na matemática, na antropologia, o campo é farto em respostas.
Uma pergunta difícil de responder porque assim como mudam as estações, mudamos nós também. Muda a nossa compreensão de mundo. Mudam as certezas. Novas dúvidas são geradas. E assim, temos que recomeçar quase tudo todos os dias.
Já não somos mais os mesmos desde a nossa infância. Não somos o mesmo da adolescência. As convicções são outras. Aderimos novas ideologias, descartamos outras. Passamos a gostar que coisas que odiavam, e a odiar coisas que um dia gostamos. Que vida cheia de altos e baixos. As vezes, sequer nos damos conta das mudanças ocorrendo silenciosamente em nossa própria mente, e no corpo também.
Aqui, o paradoxo da substituição. O navio de Teseu proposto por Plutarco.
Durante suas viagens, a madeira do navio de Teseu se rompia ou apodrecia, e tinha que ser substituída. Quando Teseu voltou para casa, o navio que atracou no porto não tinha mais nenhuma peça do navio que havia saído dali anteriormente. Mesmo assim, a tripulação não duvidava de que se tratava da mesma embarcação.
Agora é com você. Diante de tantas mudanças. Quem somos nós?
Waldez Pantoja

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