A frustração é um sentimento que nos consome por dentro por não termos atendida a nossa expectativa. Aquilo que esperávamos não se realizou da forma como gostaríamos.
A frustração não é um conceito meramente pejorativo, mas antes uma oportunidade de crescimento interno, um avanço no desenvolvimento e na maturidade (Igreja, 2012).
A base da frustração são as nossas expectativas. Quanto maior a expectativa, maiores os possíveis danos emocionais diante de uma frustração. Expectativas essas que nós mesmos criamos.
Um desejo não satisfeito, uma vontade que não se concretiza, uma necessidade não atendida; tudo pode se transformar em frustração quando o resultado não for o esperado.
Segundo Sêneca, a frustração surge da raiva que sentimos por não termos nossas expectativas supridas, atendidas.
Buscamos a recompensa e ela não veio. Um processo neuroquímico entra em ação, e a partir daí, os sintomas são os mais variados possiveis.
E para onde vai a nossa frustração?
Quase sempre ela sai em busca de alguém que também esteja na mesma situação. Em busca de algum apoio, um aliado.
Descontentes e frustrados, agora atacamos, gritamos, esperneamos, e tudo precisa ser feito diante de uma plateia atenta, se não, não fará nenhum sentido. Não vale a pena sofrer sozinho.
A frustração é um processo natural, e é desde a infância que começamos a lidar com ela. Faz parte do nosso desenvolvimento emocional. O que não se pode é viver à mercê das nossas frustrações, esperando que as coisas saiam sempre do nosso jeito.
O resultado das eleições no próximo domingo, trará inúmeras postagens nas redes sociais. Pessoas frustradas em busca de alguém com quem possam compartilhar o descontentamento. Uma plateia atenta e também frustrada, estará a postos para de alguma forma, diluir e dissipar o sofrimento causado pela frustração diante da expectativa não atendida.
Waldez Pantoja

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