Relacionamentos parecem necessitar da observância da lei do distanciamento e da aproximação. Tudo na medida certa. Equilibro até nisso.
É preciso freqüentemente recolhermo-nos em nós mesmos: pois a relação com pessoas diferentes demais de nós perturba nosso equilíbrio, desperta nossas paixões, irrita nossas restantes fraquezas e nossas chagas ainda não completamente curadas.
[...] alternemos a solidão e o mundo. A solidão nos fará desejar a sociedade e esta nos reconduzirá novamente a nós mesmos; elas serão antídotas, uma à outra: a solidão, curando nosso horror à multidão, e a multidão, curando nossa aversão à solidão. (Sêneca).
Um estudo que ficou conhecido como número de Dunbar, diz que seres humanos conseguem administrar uma média de 150 pessoas, e assim, manter relações sociais estáveis. Para alguns outros primatas, esse numero é de cerca de 50 indivíduos. A partir daí os conflitos se tornam mais frequentes e o grupo tende a se dividir. Em seres humanos os conflitos são bem maiores e mais variados do que em outros grupos.
A presença do outro ou dos outros em nossa vida, é uma necessidade. Afinal, como seres gregários que somos, viver no isolamento total só abreviaria a nossa própria vida. Aliás, estudos comprovam que o isolamento e a solidão, são fatores preditivos de morte prematura. Apenas não deveríamos nos esquecermos do equilíbrio. Nem tão muito nem tão pouco demais. A atenção maior vai para qualidade dessas relações. Jamais a quantidade.
O que fazer? Uma única saída plausível é aprender com os porcos-espinhos. Eles aprenderam que para sobreviver, somente seria possível suportando as terríveis espinhadas uns dos outros. Caso contrário, morreriam de frio.
Waldez Pantoja

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