Processos automáticos e inconscientes cuidam de grande parte das nossas ações diárias. Respostas automaticas acontecem a todo instante, e sequer nos damos conta disso. Isso porque, conscientemente não daríamos conta de organizar e administrar tantos estímulos ocorrendo diante de nós. Seria extenuante administrar tudo sem um coordenador fora da nossa visão, nos bastidores.
O sistema inconsciente faz isso sem que tenhamos que nos esforçar tanto. Uma enorme economia de energia e esforço. Finalmente as alternativas chegam a nossa mente consciente. A partir daí, entra em ação a razão, equilibrando e tratando de encaminhar, concluir o processo. Justificamos, argumentamos, defendemos ideias, ponderamos, reunimos evidências para a escolha final. Emoção e razão em um trabalho conjunto, sem trégua.
Apesar de todo o esforço, não estamos imunes à escolhas equivocadas. O resultado dessas escolhas depende muito do acúmulo das experiências. Preferências estabelecidas, o ambiente, o contexto, a influência dos pares, cultura, amigos, boatos, o humor momentâneo, emoções, crenças arraigadas desde a tenra infância, são viéses que podem nos direcionar rumo à uma estrada a ser trilhada.
As alternativas são muitas. Às vezes duas apenas. Mas cabe a cada um de nós escolher aquela que considera a melhor. A questão serão os parâmetros, a régua que iremos usar para medir a construção.
Façamos nossas escolhas sem nos deixarmos exclusivamente a mercê das influências, mas sim das evidências. Não do vento que sopra nos bastidores inconscientes da vida.
Sem o equilibrio da razão, nos tornamos dependentes de toda sorte de canto que nos encanta. Para onde o vento sopra, é para lá que vamos. É a batida do tambor que determina a cadência e o ritmo da dança.
Waldez Pantoja
Especialista em Neurociências Clínica.

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