Não é o evento em si. O que aconteceu, aconteceu. Acabou! Ficou em uma terra distante chamada passado. Agora não passa de uma história. Não há volta. O que conta é o que fica; o que vive dentro de nós e insiste em querer se estabelecer. É com isso que temos que lidar hoje. Se felicidade, felicidade, alegria. Se tristeza, tristeza, dor e sofrimento. Mas, cabe a cada um de nós decidir o que queremos que fique e o que deixaremos ir. Descartar e não nos tornarmos acumuladores.
Muitos de nós passam parte da vida acumulando inutilidades; são coisas que apenas atravancam a caminhada e o próprio desenvolvimento. Remorso, raiva, desgosto, amargura, desilusão, inveja, egoísmo, frustração, sentimento de vingança, ódio, medo, e tantos outros. E assim, passam a viver segundo aquilo que acumulam afetando muitos outros ao redor.
Acumuladores compulsivos são pessoas que sofrem de um sério transtorno e não conseguem se livrar daquilo que adquiriram. Às vezes, lixo produzido mesmo. Essas pessoas apresentam enorme dificuldade de se separar de objetos que na verdade, nenhuma serventia têm. Muitos não acumulam objetos, mas sentimentos negativos. E passam a depender deles para sobreviver. Tornam-se adictos de tais sentimentos.
Continuar aprendendo é a única solução brilhante. A contínua busca da autoconsciência. Porque assim, renovamos e atualizamos velhos conceitos ultrapassados. A solução não está em outro lugar se não dentro de nós mesmos. Quanto mais longe buscamos uma solução, mais nos distanciamos dela.
Waldez Pantoja

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