quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Um caminho a ser trilhado


Há duas necessidades básicas que nós seres humanos buscamos: liberdade e segurança. Com elas garantidas, podemos seguir em frente em busca das conquistas que nos garantirão avançarmos rumo às grandes empreitadas planejadas.

Quando a liberdade não é possível, opta-se pela segurança. No entanto, sem liberdade, o que se tem é uma falsa sensação de segurança, que também pode representar risco constante. Que dilema!

Nossas ações podem ser impedidas... mas não há como impedir nossas _intenções ou disposições_, porque podemos nos acomodar e nos adaptar. A mente adapta e converte para os seus próprios propósitos os obstáculos às nossas ações. (Marco Aurélio). 

Aqui nós sentimos e realmente somos livres. Liberdade nas intenções e em nossa disposição em busca das realizações. 

A coisa destoa quando nós mesmos, em nossa ânsia autoritária, usamos o termo liberdade como forma de impor uma intenção, uma ideia, um pensamento, uma crença. E essa forma de agir não constrói pontes, mas sim muros altos. Cada qual mais certo ainda de que o outro precisa ser isolado o quanto antes. Assim, mantemos a hegemonia do nosso próprio autoritarismo travestido de liberdade.

Bons vendedores começam a venda fazendo duas coisas: falando o que o outro quer ouvir e prometendo aquilo que ele espera ganhar. Quase sempre sucesso garantido. Manipulação ou persuasão? 

Se não formos capazes de fazer a distinção entre um e outro, entregamos a nossa liberdade sujeitando-a ao autoritarismo do outro, e ainda seremos gratos por termos usado a nossa "liberdade".

"Se não há um caminho a ser trilhado, tudo a nossa frente se torna um obstáculo"

Waldez Pantoja

Nenhum comentário:

Postar um comentário