A vida em sociedade é uma necessidade básica para o ser humano. Viver totalmente isolado pode trazer danos irreversíveis, não apenas para a saúde física, mas também mental.
A convivência com o outro é tanto um reflexo de nós mesmos espelhada quanto o reflexo do outro em nós. Influenciando e ao mesmo tempo sendo influenciados.
Os conflitos estão aí para serem gerenciados, administrados.
É natural que indivíduos com experiências tão distintas apresentem pensamentos até antagônicos. Tratamos apenas de pensamentos, ideias diferentes, possíveis de serem gerenciadas.
Os grandes conflitos talvez não sejam gerados apenas pela forma de pensar, mas sim quando os valores entram em choque.
Todos nós cultivamos certos valores, muitos deles são inegociáveis mesmo. Os filósofos tratam desse conjunto de valores que norteiam a vida em grupo, denominada por eles de ética. Nossos amigos podem até pensar diferente, mas os valores são muito similares. São princípios que orientam o comportamento para uma convivência harmoniosa em grupo.
É através desses valores sociais que nos conectamos como indivíduos sociais que somos. Formamos grupos e fortalecemos a coalizão. A saber, — a honestidade, a compaixão, o respeito mútuo, a empatia, a tolerância, a integridade, confiança, justiça e a lealdade, são alguns valores e princípios inegociáveis. Se algum membro do grupo destoa, aí já não temos mais uma divergência de ideias, pensamentos, mas sim de valores.
“Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto, ao menos por desonestidade” (Sócrates).
O confronto de ideias é benéfico porque gera novas ideias e aprimora as já existentes. Enquanto o embate de valores e dos princípios morais, das violação das normas sociais, desestruturam o grupo, tornando o convívio espinhoso e inseguro para todos.
*Waldez Pantoja*

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