Quando depositamos toda a nossa esperança nos outros, nas circunstâncias externas, há uma enorme chance de acabarmos órfãos de nós mesmos. O auto abandono. Isso porque, nada do que esperamos acontecer fora de nós está sob o nosso controle. Na verdade, aquilo que não depende de nós, não nos pertence. São resultados com infinitas possibilidades aleatórias.
A mente humana anseia por explicações causais. Sempre que algo dá errado, procuramos uma causa — e com frequência a encontramos. (Daniel Kahneman). Naturalmente, as causas quase sempre são externas.
Assim surgem as grandes frustrações, desilusões, desapontamentos e desencantos; quando colocamos toda a nossa esperança no mundo que não nos reconhece como responsáveis pelas ocorrências. E não somos mesmo. Não são as coisas externas que nos desapontam, é a nossa expectativa não atendida que gera esse sentimento de abandono. Esperança demais naquilo que foge ao nosso controle.
Mudam as pessoas; mudam as condições externas; mudam os planos; muda o clima; tudo muda. Nenhuma garantia há da permanência de nada. E, aqueles que agem segundo tais expectativas de coisas que não podem controlar, podem terminar órfãos de si mesmos.
"Nossas limitações nos impedem de perceber nossas limitações". (Sêneca).
Ainda assim, se os fatos forem encarados, entendidos como lição, como aprendizado, existe uma enorme oportunidade de crescimento. Isso será melhor do que o lamento que nada nos ensina, apenas agrava o estado mental negativo.
Waldez Pantoja

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