domingo, 4 de dezembro de 2022

ESPECIALISTAS EM NÓS MESMOS

Nós deveríamos ser os maiores especialistas em nós mesmos. Por nos esquecemos disso, terceirizamos essa competência e passamos a viver de acordo com a superficialidade de julgamento, juízo e opinião deles sobre nós.

Ninguém permite que sua propriedade seja invadida, e, havendo discórdia quanto aos limites, por menor que seja, os homens pegam em pedras e armas. No entanto, permitem que outros invadam suas vidas de tal modo que eles próprios conduzem seus invasores a isso. (Sêneca).

Ninguém sai impune quando convive com alguém. Tanto nós influenciamos quanto sofremos influência de diversas formas. Apenas não devemos ser permissivos e deixar que a nossa vida seja controlada e manipulada por aqueles com os quais convivemos.

Vale sempre uma observação comportamental em nosso convívio diário. Quando nos concentramos única e exclusivamente no comportamento, e não nas causas da conduta, acabamos sendo conduzidos para a superficialidade. Tornamo-nos limitados sem nenhuma compreensão aprofundada da situação e de nós mesmos.

Ocasionalmente condenamos algo quando nos deparamos com aquilo que não toleramos dentro de nós. Isso porque a dor é insuportável. Ela está ali, latente, oculta e pronta para uso. Uma forma de desviar o foco apontando a mira para o outro. O processo pode até ser automático e inconsciente.

É possível modificarmos o nosso ambiente antecipando as respostas escolhendo qual queremos aplicar. Mudar o foco. Analisar e buscar alternativas para podermos obter respostas melhores aos estímulos. São algumas estratégias que nos colocam de volta no comando e nos ajudam como especialistas de nós mesmos.

Nada disso é fácil sem um longo período de autoanálise, autoconsciência do nosso estado emocional usando a razão que nos provê o equilíbrio necessário.

Waldez Pantoja


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