Nós, seres humanos, temos a incrível capacidade de vivermos fora do nosso tempo. Ou estamos visitando o passado ou passeando pelo futuro. Esquecemo-nos do momento presente, deixamos tudo funcionando em modo automático. Enquanto isso, a vida que acontece no agora, passa.
O passado e o futuro parecem-nos sempre melhores; o presente, sempre pior. (William Shakespeare). Talvez seja por isso que insistimos tanto em passear por essas terras distantes.
Enquanto tomamos o café da manhã em modo automático, sequer saboreamos o alimento, não desfrutamos, estamos ali fisicamente, mas a consciência, o pensamento voa para bem longe.
Santo Agostinho dizia que as pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas, mas passam por si mesmas sem se admirarem.
Viver somente no modo automático, torna a vida entediante. Manter o foco naquilo que se faz, tem o sentido oposto. A valorização do momento presente nos torna mais conscientes, mais hábeis em nossas observações.
É preciso exercitar a consciência para assim poder gerar mais energia que irá nos capacitar para as novas tarefas. É assim que podemos escutar os sons e a música, a sinfonia, e não apenas ouvir os ruídos perturbadores do ambiente.
Waldez Pantoja

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