terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Promessas e realizações




Quem comeu meu Marshmallow?

Quando falamos em promessas, não há como não falar também em foco, planejamento, determinação, e, principalmente, ação. A ação é o que nos move.

Entre a prática e a teoria, há uma certa distância. Promessas são teorias. Mas, boas práticas, vem sempre acompanhadas de ótimas teorias.

Nas décadas de 60 e 70, um experimento com crianças ficou conhecido como, o Teste do Marshmallow. Liderado pelo Psicólogo Clínico Walter Mischel, o experimento tornou-se mundialmente conhecido.

A ideia era simples. As crianças participantes teriam que escolher entre ganhar uma ou duas guloseimas de acordo com uma regra pré estabelecida. O experimentador deixava a criança em uma sala, sozinha, e ela deveria esperar que ele voltasse, para assim, ganhar dois Marshmallow. Caso não quisesse esperar, bastaria tocar uma campainha e o experimentador voltava imediatamente e lhe recompensava, mas com apenas uma guloseima. A espera era em torno de vinte minutos.

O conflito logo se estabelecia entre ganhar uma ou duas guloseimas. E, as crianças usavam diversos artifícios para poder conseguir vencer a espera, ou não, algumas até comiam de imediato a guloseima sem sequer tocar a campainha.

A felicidade momentânea, pode ser trocada por uma maior ainda, mas saber esperar, é crucial. O que acontece é que não queremos esperar, não queremos nos preparar, não queremos "perder tempo".

O experimento da década de 60 e 70, ainda continua. As crianças da época, hoje são adultas, e a conclusão é fantástica. Aquelas que na época conseguiram esperar para ganhar duas guloseimas, hoje são pessoas muito mais bem sucedidas. Ganham mais dinheiro, casamentos mais duradouros, melhor saúde, tem maior controle dos conflitos da vida diária, são menos estressadas e tem melhores empregos. O autocontrole é essencial para as realizações, em especial, as de longo prazo.

Quais as promessas para o próximo ano? Muitas dessas promessas serão apenas uma fala sem nenhum comprometimento com a sua realização. Haverá uma troca, a satisfação momentânea, cederá lugar, e a promessa não se realizará. Quer emagrecer, mas não consegue encarar uma guloseima sem que a devore imediatamente? Quer passar em um concurso, mas não consegue dizer não aos diversos convites para a diversão com os amigos? Quer aprender um novo idioma, mas racionaliza e logo diz que não nasceu para isso, ou está velho demais? Estas são maneiras de sabotar a si mesmo.

As crianças do experimento passaram pelos mesmos conflitos que nós passamos em nossa vida adulta, mas elas usavam alguns artifícios, e um deles, era: "a recompensa futura, será bem maior que esta agora". e, assim, elas mantinham o foco.

Os malefícios decorrentes da incapacidade de inibir a satisfação imediata podem ser enormes.

O comportamento humano, em geral, é governado por duas áreas do cérebro bem distintas. Uma é o sistema límbico, onde reações automáticas são controladas. Em especial a amígdala, uma região mais primitiva do nosso cérebro. Quando nem bem nos damos conta, já fizemos o que não queríamos. Algo muito rápido. A outra é o córtex pré-frontal, uma região mais desenvolvida e mais recente também, onde estão nossas funções executivas de altíssima complexidade. Pensamentos, raciocínio lógico, nossas escolhas; e esta região, quando bem desenvolvida, e isto é um treinamento diário, fica muito mais fácil darmos conta de nossas promessas, alcançar nosso objetivos, quer sejam eles de curto ou longo prazo.

A satisfação momentânea e efêmera, pode ser trocada por algo muito mais duradouro e com maior efeito positivo em nossas vidas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Racional ou Emocional?



Ao que tudo indica, a razão tem sua base nas emoções. Primeiro uma emoção, depois a razão. Razão é um processo de justificativas, conclusão, cálculos; ocorre a partir da experiência, gerando cálculos complexos executados nas regiões corticais. Assim, também são os sentimentos. O que obtemos é o resultado, não o cálculo complexo. 

Emoções são rápidas, às vezes, vulcânicas e passageiras. Findada uma emoção, surge outra repentinamente. Um processo contínuo alternando-se entre um e outro. O que muda é a intensidade. 

A escolha é processada com base nas emoções, e assim, usamos a razão para justificar a escolha antes processada em regiões não acessíveis conscientemente. Nossas escolhas ditas racionais, têm sempre um fundamento emocional, às vezes, claro, desconhecido.

Emoção e Razão são lados de uma mesma moeda, interdependentes. Não são antagônicas entre si. Uma faz o processamento oculto, a outra recebe o resultado e justifica conscientemente.

Portanto, não existe um indivíduo 100% razão. Busca-se então, o equilíbrio entre essas duas forças que parecem ser antagônicas, mas na verdade são complementares. Não sendo assim, possível dissociar uma da outra, corpo e mente.

*_Pensei! Escrevi._*
*_Prof. Waldez Pantoja_*

Como é seu mundo?



A nossa compreensão do mundo é baseada em nossa própria história, em nossas experiências. É a partir delas que interpretamos e damos significado ao que nos cerca. E, é através dos sentidos, que essas experiências nos chegam.

Somos tentados a acreditar que os eventos são positivos ou negativos sem antes compreendermos como as nossas próprias experiências moldam a interpretação, a transdução daquilo que nos cerca, tendo por base a vida pregressa.

Diz o ditado: "gato escaldado tem medo de água fria". Essa é uma interpretação com base na experiência. Mas, podemos mudar, ressignificando a própria experiência. Não é possível garantir que uma única ocorrência irá determinar o resultado de todos os eventos seguintes.

As pessoas não são perturbadas pelas coisas, mas pelo modo que as vêem. (Epicteto).

É comum atribuímos efeito de causalidade ao que nos é extrínseco ao nos referimos a uma emoção, quando na verdade a causa primeira está em nós mesmos, na maneira como interpretamos a nossa própria emoção. A isso, chamamos, sentimento; a experiência mental de uma emoção. Primeiro a emoção, depois o sentimento.

Pensei! Escrevi.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Risos e Lágrimas


Nem sempre lágrimas significam tristeza, pode até ser uma enorme alegria. Nem sempre o riso é sinal de alegria, pode ser uma grande decepção, frustração. Rimos quando o outro rir, choramos quando o outro chora. Sentimos! 

Empatia! Essa capacidade de assemelhar o que o outro sente dentro de nós mesmos. Deste forma, fortalecemos o vínculo social com nossos semelhantes, influenciando ou sendo influenciados.

Sorria! A vida é bela. Hoje ainda é nosso melhor dia.

Quando sou feliz


A felicidade se manifesta tanto na presença quanto ausência. Só não é presença continua, nem também ausência continua. 

Felicidade é um momento, um instante, mas que provoca em nós um desejo ardente de constância. Desejamos que jamais acabe, no entanto, se assim fosse, já não seria felicidade. Pensando assim, seria apropriado o termo estar feliz, ao invés de ser feliz. Porque há momentos de felicidade e também de infelicidade.

Felicidade é um desejo permanente, mas uma ocorrência eventual. (Mário Sérgio Cortela).

Como alguém poderia estar feliz se não lhe faltasse absolutamente nada? Como seria possível estar feliz se não soubéssemos o que é infelicidade? Um estado de contrastes de onde surge o valor atribuído.

A felicidade não pode depender do outro, não pode depender de conquistas materiais, porque aí, se configura dependência, o que é diferente de felicidade.

Porque o espetáculo da vida é viver. Viver sem obrigatoriedade da busca pela felicidade, se isso se torna uma obsessão, a felicidade foge, se esconde de nós. O momento feliz basta por si só, ele surge e nós vivemos, aproveitamos. 

Felicidade é ainda um momento vivido, sem reflexão, sem questionamentos. Se ousarmos em questionamentos, ela se retira. Viva apenas!

Pensei, escrevi.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Evolução e autoconsciência



Desde muito cedo nós começamos a categorizar pessoas. Os chamados estereótipos. Aos 6 anos uma criança já faz julgamentos com base em rostos confiáveis ou não. Uma resposta emocional e natural de autopreservação. Bem antes, logo após o nascimento, já reconhecemos rostos familiares de pai e mãe.

No cérebro há áreas bem distintas relacionadas às emoções e, essas se desenvolvem antes das áreas ditas racionais, que devem controlar a emoção. São elas, o sistema límbico, incluindo a amígdala (resposta ao medo), e o córtex pré-frontal. Esse último completa seu desenvolvimento tardiamente (aos 25 anos ou mais) e deve controlar nossos impulsos imediatos evitando assim, ações desastrosas. Nossas primeiras respostas são sempre emocionais, às vezes equivocadas.

Adotar a perspetiva do outro é um exercício de autoconsciência. Ameaças potenciais muitas vezes são apenas “lixo ancestral”, mas também podem nos ajudar a detectar um perigo real.

A inibição do pensamento estereotipado é difícil, não é uma resposta automática. Requer reflexão, ponderação, cálculo e paciência. Exige muito mais do que o simples autocontrole, precisamos de reflexão aprofundada. Análise da perspetiva do outro nos torna empáticos, capaz de simular o estado emocional do próprio semelhante.

Os lobos frontais superam as respostas emocionais associadas a atividade da amígdala que nos manda sinal de perigo, quando na verdade aquele perigo detectado pode nem existir no mundo real. Apenas na mente.

Reconhecer a própria percepção é um exercício diário. Ou seja, a experiência consciente de estímulos e respostas.

domingo, 17 de novembro de 2019

Comportamento em grupo



O Preço dos Grupos e Redes Sociais

Grupos sociais são importantes, mas para fazer parte do grupo, geralmente há que se comportar como grupo. Uno. Aí mora o perigo, porque muitas vezes ocorre o que Michael Gazzaniga chama de desindividualização. Quando o sujeito perde a individualidade.

O grupo influencia o comportamento. Pensamentos, emoções, a própria ação é fortemente influenciada pelo grupo. Aquilo que a pessoa não faria estando sozinha, com a força do grupo fica muito mais fácil. Serve tanto para ações com resultados positivos quanto negativos. A facilitação social.

Pessoas perdem a individualidade e assumem o ponto de vista do grupo. A autoconsciência muitas vezes é abalada quando na presença do grupo. O cérebro individual se torna social. Nesse sentido, as restrições também desaparecem. Tudo se torna segundo a conformidade do grupo.

Gazzaniga (2018), afirma que a maioria das pessoas é facilmente influenciada pelas outras. O desejo de se enquadrar no grupo e evitar ser excluído, faz com que elas se envolvam com determinados comportamentos, que condenariam em circunstâncias fora do grupo.

Vale favorecer os membros do grupo em detrimento dos que estão de fora, que não pesam igual. Mesmo havendo alguma dissonância moral. O apedrejamento se torna mais fácil.

Redes sociais e a distância podem facilmente diminuir o engajamento emocional. De repente, pessoas que em outras situações se consideram fracas, tímidas, pusilânimes, se tornam gigantes e ameaçadoras, falam o que tem vontade, mas jamais se expõe frente a frente com o outro. A segurança atrás de um teclado motiva ações deprimentes.

Naturalmente seres humanos são seres adaptativos. Há uma persona (máscara) no trabalho; outra na Igreja; uma outra na faculdade; outra diante de uma autoridade; e uma diante de si mesmo, onde nada pode ser ocultado, mas pode ser negado.

Persona é a máscara usada pelo indivíduo em resposta às convenções e tradições sociais. (Carl Jung)

Bom pensar sempre quando fechamos com determinados grupos. Vale a pena? Por que estou agindo assim? Qual a contribuição positiva do grupo na construção social?

*Prof. Waldez Pantoja*

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Assertividade. Você sabe o que é?


Não são raras as vezes em que dizemos sim, quando na verdade gostaríamos de dizer um sonoro não. Pode ser diante de um pedido qualquer; um favor, um convite, um empréstimo de dinheiro, livros, carro, e outros. Dizemos sim, mas ficamos com o que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva. Algo nos diz que deveríamos ter tido outra postura. São conflitos gerados diante de nossas escolhas, decisões, nossas ações. Ficamos arrependidos, tarde demais. Uma contradição entre ação e a própria crença.  

Em nosso rol de amigos temos sempre alguém que se sente incapaz de dizer não, e com certeza, sofre com isso. Essas pessoas tornam-se presas fáceis dos manipuladores, que, sabendo disso, não perdem tempo em tentar levar vantagem diante de alguma situação.

Assertividade é o comportamento que capacita a pessoa a atuar em seu melhor interesse, afirmar-se sem ansiedade indevida, expressar confortavelmente de forma honesta os sentimentos e exercitar os direitos pessoais sem negar os  direitos dos outros. (Alberti & Emmons, 1978). 

Essa habilidade que temos para expor nossas ideias, pensamentos, opiniões, mesmo que sejam elas diferentes do que pensa o outro, isso é ser assertivo. Naturalmente que sempre respeitando nosso interlocutor sem anular nossa própria opinião.

Segundo o Psicólogo Edivaldo Negrão, devemos ser assertivo dizendo não, ou simplesmente fazendo uma afirmação, contrária ao esperado, sempre que estiver em jogo nossa autoestima, nosso amor-próprio.

Assertividade também se relaciona com o posicionamento pessoal, a capacidade de tomar decisões e fazer certas escolhas sem a interferência emocional contrária e direta da outra pessoa. O estado emocional cobra um preço alto demais quando nos distanciamos de nossas próprias convicções, e, dizemos sim, quando sabemos que deveríamos dizer não. Estresse e frustração à vista.

A assertividade está relacionada com uma competência emocional. Nada tem a ver com arrogância, prepotência, ignorância, agressividade ou manipulação. Ser assertivo antes de mais é assumir a postura da comunicação não violenta, ser objetivo, expondo e não impondo ideias e pensamentos.

O que conta não é apenas o que se diz, mas como se diz. Saber posicionar-se é uma competência que pode e deve ser treinada.

Comunicação não conflitante

A Comunicação tanto pode ser um fator agregador quanto desagregador. Em busca do comportamento assertivo, busca-se evitar ruídos que possam deteriorar a relação. Gestos, tom de voz, vocabulário, fazem toda a diferença na comunicação. Ao invés de dizer, discordo de você, é possível usar o termo: penso diferente. O corpo também fala.

Desde a década de 1960 que o termo Comunicação Não Violenta vem sendo usado em diversos países. Foi o Psicólogo americano Marshall Rosenberg quem primeiro usou e disseminou o termo. 

"Para praticar o processo de resolução de conflitos, devemos abandonar completamente o objetivo de levar as pessoas a fazerem aquilo que nós queremos. [...] A Comunicação Não Violenta pode ser efetivamente aplicada em todos os níveis de comunicação e em diversas situações: relações íntimas, famílias, escolas, organizações e instituições, terapia e aconselhamento, negociações diplomáticas e comerciais, disputas e conflitos de qualquer natureza." (Marshall Rosenberg).

O que fazer?

Equilíbrio talvez seja um conceito que bem se adeque quando nos esmeramos no processo da assertividade. Sem rodeios, mas ainda assim, equilibrado.

Respeito e ponderação, tempo para pensar e organizar as ideias antes de assumir uma postura mais incisiva. Respeito às diferenças sem se deixar manipular.

Saber ouvir também traz inúmeros benefícios. Esperar que o outro exponha suas próprias ideias para aí sim, também expomos o que pensamos. Um sistema de feedback, estímulo e resposta.

O Autocontrole também é muito importante, o domínio das próprias ações após uma emoções. Uma vez que estamos a todo instante sujeitos a diversas emoções que surgem repentinamente, quase sempre a nossa revelia consciente.

Sair da passividade é um comportamento rumo a assertividade. Saber que a própria opinião é importante sim, não apenas a opinião do outro.

Direto ao ponto. A assertividade também soluciona conflitos, uma vez que, sendo direto, os ruídos da comunicação podem ser evitados. Isso torna a comunicação clara e de fácil compreensão.

Conclusão

A assertividade faz parte do arcabouço que nos sustenta rumo ao desenvolvimento humano. Sendo assertivos nos tornamos seres mais conscientes, não apenas sobre nossos próprios direitos, mas também dos deveres para com nossos semelhantes.

sábado, 19 de outubro de 2019

O Mistério de Roseto


Um relato fantástico. No final do século XIX, um pequeno grupo de Italianos foi atraído por uma grande notícia: A chance de uma vida melhor do outro lado do oceano. Tratava-se dos Estados Unidos da América, terra de grandes oportunidades.

Logo o grupo zarpou para Nova York e de lá seguiu rumo ao oeste chegando a Pensilvânia. Eles conseguiram trabalho em uma pedreira perto de Bangor.

No ano seguinte mais 15 pessoas deixaram Roseto e também partiram para se juntar ao primeiro grupo que no ano anterior havia trocado a Itália pela América. Não demorou muito e logo o pequeno grupo cresceu. Eram muitos os que se aventuravam na travessia do Atlântico em busca de grandes oportunidades.

Em 1894 a cidade de Roseto ficou quase deserta. Ruas inteiras sem moradores. Todos haviam partido.

O grupo cresceu tanto que logo surgiu uma cidade com o mesmo nome da cidade de onde eles haviam partido: Roseto. Agora em território Americano.

Outras comunidades também se instalaram perto de Roseto. Ingleses, galeses, alemães. Mas Roseto, era fechada, auto suficiente, e somente Italianos viviam no local.

Foi então que Surgiu um médico chamado Stewart Wolf. O que ele constatou naquela comunidade, foi que ele quase não atendia pessoas com menos de 65 anos com doenças cardíacas. A epidemia de infartos tomava conta dos Estados Unidos, mas não daquela comunidade de Italianos. Por que será?

O mais curioso a respeito de Roseto, era que muitos dos habitantes eram obesos e fumantes inveterados. Mas por que não tinham problemas cardíacos? Para as cidades nos arredores de Roseto, as taxas de mortalidade relacionadas a problemas cardíacos eram três vezes mais.

As pesquisas logo foram iniciadas e todas as suspeitas descartadas, desde a condição genética até a qualidade do ar das montanhas. 

Não demorou muito e uma grande descoberta foi revelada. Não era a condição genética dos habitantes, nem o local, nem o cuidado com a saúde. O estilo de vida daquela pequena cidade era a resposta.

Um estilo de vida cheio de vínculo social profundo. As pessoas interagiam umas com as outras de maneira distinta das demais cidades. Eram pessoas calorosas, paravam na rua para um bom bate papo. Frequentavam a casa uns dos outros. Faziam banquetes nos quintas. Chamava atenção o estilo de vida igualitário, onde ricos não ostentavam, e os pobres eram ajudados em seus fracassos. As famílias viviam e criavam seus filhos até três gerações no mesmo espaço. Um convívio social intenso.

Ainda hoje, não se costuma associar ou relacionar saúde a comunidade em que se vive. Mas isso, é muito importante. As relações sociais.

"Aquelas pessoas estavam morrendo de velhice, nada mais".

Em um estudo que já dura mais de 75 anos, as conclusões sobre saúde e felicidade são: as boas relações sociais. Solidão adoece, enfraquece e mata pessoas bem mais cedo.

Acredite! As boas relações sociais nos mantém felizes e mais saudáveis. Após 75 anos de estudo esta é a conclusão.

Coisas importantes:
1)- As boas relações sociais são boas para nós.
2)- A solidão mata.
3)- A qualidade das relações é o que importa.
4)- Relações de conflito, são prejudiciais.
5)- O que prevê uma vida longa, é a satisfação das relações.
6)- Boas relações protegem o cérebro e O corpo da uma deterioração acelerada.

Há muita energia sendo desperdiçada em coisas que não trazem nem saúde, nem bem estar, nem felicidade.

Fonte: Malcolm Gladwell. Do livro: Fora de Série.

Relacionamento Tóxico


Relacionamentos são importantes, tanto para saúde física quanto à mental.

A relação tóxica é toda e qualquer relação que causa dano aos envolvidos. É uma relação nociva, que fere, magoa, desrespeita, causa sofrimento, diminui o outro. A relação tóxica ultrapassa os limites da boa convivência, viola direitos. 

A relação interpessoal saudável é oposta à relação tóxica, tem sua base na comunicação não violenta, pautada no respeito e tolerância. Não apenas o que se diz, mas como se diz, como se comunica aquilo que quer transmitir. 

Relacionamentos tóxicos, conflitantes, podem tanto ativar quanto desativar determinados genes. Relacionamentos saudáveis têm também a mesma força. Difícil manter-se isento de tais influências.

Estudos em epigenética tem demonstrado como as relações que mantemos com determinadas pessoas são preditivas e às vezes até determinantes. Estamos sempre sofrendo influência ou influenciando, colhendo ou plantando.

Segundo Golleman, Epigenética é o estudo de como as experiências por que passamos alteram o funcionamento de nossos genes, a expressão gênica. Isso ocorre sem que a sequência do DNA seja alterada. 

Os vínculos sociais podem sofrer grandes alterações, a depender daquele, ou daqueles com quem nos relacionamos. Isso pode afetar e moldar nossas vidas drasticamente. Quase sempre sequer nos damos conta.

Aquele que recebe a mensagem fará a decodificação com base em todo arcabouço de experiências vividas e lembranças evocadas. Um gesto, um som, um cheiro, o próprio ambiente, o tom da palavra, facilmente podem servir de estímulo e disparar emoções, algumas chamadas positivas, outras negativas.

Relacionamentos tóxicos podem nos tornar também pessoas tóxicas e repelentes, mais reativas e menos tolerantes, ansiosas e estressadas, veneno de ação lenta. 

Ninguém sai imune a nenhum relacionamento. Afetamos ou somos afetado. Naturalmente que devemos aprender a lidar com as nossas próprias emoções para podermos ter domínio delas. 

Não é possível afetar o outro sem antes afetar a si mesmo. O cérebro faz pouca ou nenhuma distinção entre ação e pensamento, intenção. Sofrimento e alegria são sempre contagiantes também.

O perdão pode ser tornar uma ferramenta eficaz no combate à toxicidade continuada no relacionamento. Para Daniel Goleman, o perdão significa encontrar uma maneira de se libertar das garras da obsessão acerca da mágoa.

O que fazer? Livra-se da relação tóxica, seja através da mudança de comportamento ou mesmo do distanciamento daquilo que nos afeta negativamente.



quinta-feira, 10 de outubro de 2019

A Epidemia do solamento Social


Não parece haver dúvida alguma de que nos dias atuais estamos super conectados. A era da internet, da informação automática chega aos mais distantes sítios. Disponibilizada a todos, temos a impressão de que realmente estamos ligados, conectados uns aos outros. Mas será isso verdade? 

Talvez esta seja apenas uma impressão mesmo. Estamos ligados a aparelhos, a determinados dispositivos, no entanto, distantes de pessoas reais, do convívio social real.

Seres humanos são seres gregários e muito dependentes uns dos outros. Precisamos compartilhar nossas emoções, nossos sentimentos. O contato físico, próximo, real, é uma necessidade humana. Nossas emoções são sempre compartilhadas com as pessoas com as quais convivemos diante de um contato real.

Tanto influenciamos, quanto somos emocionalmente influenciados. Em grande parte isso não é possível quando se usa um dispositivo qualquer para um contato que não nos traz um nível emocional capaz de nos conectar de verdade. O efeito emocional pode ser reduzido, ou largamente ampliado, uma vez que não somos capazes de ler as reais expressões físico-emocionais do outro, fica tudo por conta da imaginação.

Temos tido uma experiência substituta, não com seres humanos, mas com aparelhos, com máquinas que pensamos ser um semelhante, e ainda mais, temos nos tornando dependentes dessa relação homem-aparelho. Está sempre à mão, disponível, pronto para uso. Desta forma, nosso sistema dopaminérgico libera mais e mais dopamina, nos entregando uma relação de satisfação mecanicamente induzida a cada clique, mas também gerando dependência. Quero mais!

A epidemia do isolamento social gerado pelo excesso de tecnologia, ou a dependência dela, tem se tornado uma ameaça à saúde pública. Seres humanos precisam, necessitam de contato real. Precisamos estimular todos os sentidos, coisa que ocorre quando estamos frente a frente, mas não quando estamos atrás de uma teclado que até completa a frase ou a palavra que acabamos de iniciar.

As comunidades virtuais têm tomado lugar das reais, sem nenhum sentimento, sem emoção. Fica por conta do usuário criar uma nova realidade ficando a sensação de que algo está faltando e precisa ser preenchido. Se não encontra respostas, a ansiedade se instala facilmente.

Isso tudo parece tem nos tornado seres polarizados e radicais; ou pertencemos a comunidade A ou B, mas nunca ao todo, sequer queremos ouvir a outra parte porque pensamos ser de alto risco o simples ato de ouvir uma ideia contrária. Logo surgem os estereótipos que caracterizam e definem quem pensa diferente. Proteção! Isso tudo limita até mesmo o aprendizado, o outro visto como inimigo perigoso à sobrevivência.

Há comunidades virtuais para tudo, basta encontrar a sua e nela se "refugiar". É fácil contra uma narrativa, um roteiro pronto a ser seguido.

Para aonde tudo isso irá nos levar? Essa talvez seja uma pergunta sem resposta por enquanto, e, quando a encontramos, muito a humanidade terá perdido.

domingo, 6 de outubro de 2019

Resposta Imediata


Nosso cérebro foi desenvolvido e adptado para respostas rápidas. Às vezes a resposta pode até demorar, mas não toleramos ficar sem resposta alguma, tem que haver sempre uma explicação para tudo. Quase sempre exigimos uma explicação consonante à nossa crença. É perturbador não termos resposta para nossas demandas.

A emoção que é a resposta a um determinado estímulo, surge rapidamente, temos que agir. Ação, pede a nossa natureza. Mas, nem sempre a ação é a melhor resposta. Ficar quieto, não reagir, também evita estresse e poupa vidas. Em alguns casos respostas por reflexo são boas, em outras não. Luta ou fuga?

Diante de uma emoção negativa, dar tempo ao tempo pode ser uma ótima estratégia até que as coisas se acalmem. Sem resposta! 

Frente a um motorista estressado, que buzina no transito sabendo que não irá mudar a situação, não responder pode ser bem melhor, embora o sentimento de impotência tente nos alcançar e seja difícil administrar a situação. Ele está apenas descarregando o lixo acumulado durante tempos. 

Gente vazia quase sempre faz um barulho enorme. E, os sobrecarregados espalham lixo por onde passam.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Nossas Escolhas



Todos os dias, a todo instante, fazemos escolhas e tomamos decisões. Algumas de pequeno impacto, outras, tem impacto enorme. Quando bem escolhido, chamamos o resultado de positivo. Quando escolhemos mal, os resultados são considerados negativos, às vezes catastróficos, e até mesmo fatais.

O impacto nem sem sempre afeta apenas aquele que tomou alguma decisão, certas escolhas afetam a todos os demais, mesmo que não estejam alinhados ao nosso modo de pensar e agir.

A experiência.
- Mestre, como eu faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência - diz o mestre.
- E como adquirir experiência, mestre? 
- Más escolhas.

Certamente já fizemos boas e más escolhas. A esperança é que tanto as boas quanto as más, possam nos trazer grandes lições e não venhamos a repetir erros graves que já sabemos os resultados negativos. 

Após uma péssima escolha, se tivermos uma segunda oportunidade devemos agarrar com toda força, até porque a mesma oportunidade é quase impossível se repetir.

Dizem que nunca perdemos nada; ou ganhamos ou aprendemos, mas esta é lição para poucos.

Boa Sorte!

domingo, 22 de setembro de 2019

O que ou quem controla sua mente?


A pergunta quase sempre rende uma mesma resposta: "eu mesmo controlo minha mente". De certa forma é isso mesmo. Sabendo que todas nossas escolhas partem da nossa própria mente. Nós somos nossa mente, nosso corpo, nossos pensamentos, nossas memórias, nossas experiências. Não há como nos isolarmos de nós mesmos.  Mas, daí dizer que temos total controle consciente sobre essas escolhas, a afirmação é passível de análise.

Quase todas as pessoas em todos os lugares do mundo "civilizado", começam o dia quase da mesma forma. Higiene pessoal, alimentação, escola, trabalho e às vezes lazer. Previsão fácil de ser demonstrada. Os materiais de higiene quase sempre são os mesmos; os alimentos têm quase todos a mesma base; as salas de aula, quase todas nos mesmos moldes; o trabalho, as horas, início, término, quase sempre obedecem uma mesma linha, inclusive o salário comum a todos, assim como os gastos também.

O que muitos não sabem é que, muitas das nossas escolhas são quase sempre influenciadas. Spinoza dizia, "os homens em geral acham que são livres porque escolhem entre possíveis, mas desconhecem as causas pelas quais são levados a escolher, e por isso lutam por sua servidão como se fosse por sua liberdade". Somos conscientes de nossos atos, mas quase sempre inconscientes das causas que os determinam.

Estamos a cada dia nos tornando menos conscientes e mais autômatos. Quase tudo no automático. Dirigimos o carro e nos alimentamos sem muito pensar. A Net Flix nos indica que filmes assistir, para isso, utiliza mecanismos automatizados. A Amazon também faz isso, assim que alguém acaba de ler um livro, há uma indicação de outro com base naquilo que eles imaginam termos gostado, algo relacionado. Os algoritmos não param, são incansáveis, trabalham dia e noite para evitar que pensemos. Estamos terceirizando muito daquilo que nos caracteriza como humanos, a nossa a capacidade de pensar, idealizar, refletir, comparar. Está quase tudo pronto, basta um click.

Fazer uma pesquisa no Google irá resultar em indicações do que parecem ser as melhores para nós. Cada vez que acessamos a rede, lá está um lembrete de nossa busca anterior, até nos familiarizarmos, e esta passa a fazer parte da limitada opção de escolha, tudo muito bem segmentado. "Este é o produto ideal. Compre, aproveite esta promoção, somente até hoje". Que sensação horrível esta de que nosso tempo está acabando. Talvez nosso bem mais precioso, o escasso tempo.

Qual gema do ovo nos parece mais saudável, mais nutritiva? Aquela bem amarelinha, certo? Assim que ovo está na frigideira, identificamos aquela marca para não nos esquecermos da próxima vez que formos ao supermercado. Ovo nutritivo e apetitoso. A gema amarelinha realça até o sabor. O que muitos não sabem é que aquela gema amarelinha, visualmente atrativa, tem um pigmento proposital colocado na ração da ave e nos induz a comprá-lo da próxima vez.

Aparelhos e dispositivos leves nos dão a sensação de coisa descartável, de baixa qualidade. O que faz a indústria? Sabendo disso, adiciona peso, uma lâmina de metal sem nenhuma utilidade funcional. Agora sim, podemos comprar; o que pesa mais é  melhor, quando na verdade o interior é quase sempre igual, adicionando apenas uma marca muito bem trabalhada e embalagem altamente elaborada. Cor, forma, tipo de fonte, cheiro, e assim somos mais uma vez direcionados à uma escolha que pensamos ser genuinamente racional. Emoção ativada. Escolhemos o melhor, ledo engano.

Mais caro ou mais barato? Associamos produtos mais caros com melhor qualidade. Um experimento com vinho deixa isso bem claro. Duas garrafas com rótulos diferentes contendo o mesmo vinho, com preços também diferentes, o mais caro apresenta melhor qualidade, melhor sabor para os degustadores. A influência do preço e embalagem.

O que as grandes marcas têm em comum? Talvez seja o controle social mesmo. Direcionando e fazendo com todos nós sejamos seres previsíveis, desta forma, os processos industriais, bens e serviços são agilizados, e, as mentes se tornam mais maleáveis e dirigíveis.

Diante de tanta influência que mal nos damos conta, onde fica o chamado livre-arbítrio? Talvez o termo necessite de um ajuste, não mais tão livre assim, apenas arbítrio; a capacidade de fazermos escolhas, não 100% livre, porque quase todas elas sofrem influência desconhecida e inconsciente.

Armas nucleares? Esqueça!



Talvez armas muito mais potentes estejam sendo construídas, e não por mentes tão brilhantes. Nós, os conectados, podemos estar contribuindo com essa construção. 

A Inteligência Artificial está em curso, e, a cada acesso na rede mundial, a internet, um linha de comando é adicionada. Estamos cada dia mais dependentes, sendo preparados para em breve, respondermos a comandos automáticos, os famosos algoritmos. Em parte, isso já ocorre. Confiamos muito mais nas dicas da voz melosa do GPS, do que em nossa própria intuição. E naturalmente, na maior parte das vezes, a voz tem razão. 

Tentei discordar da voz, e meu percurso levou 13 minutos a mais, mesmo sabendo que o trajeto era menor em quilômetros. Eu não contava com a onisciência da voz, que sabia de um enorme engarrafamento que eu desconhecia. 

Estamos de alguma forma terceirizado nossas habilidades cognitivas. Não mais memorizamos números de telefones, não há razão para isso. Tudo está armazenado na memória do celular. Quase não nos exercitados, ainda mesmo que uma ou duas horas gastas na academia, passamos a maior parte do dia fisicamente inertes.

Em breve, quem sabe, o domínio da inteligência artificial, seja capaz de estabelecer sua ditadura. Um processo em curso, sequer conseguimos percebê-lo. 

Com quem ou com o que estará o poder?

"Vou te dar um conselho"


Não são poucos os que querem nos dizer o que fazer, o que pensar, como fazer, como deveríamos nos sentir, como agir diante de uma determinada situação. Há conselhos para tudo.

O discurso é sempre algo recheado e acompanhado de inúmeras "verdades". Tais pessoas citam até exemplos, e nós, quase sempre damos credito, aceitamos que aquela pessoa realmente tem dentro de si todos os valores propagados. 

Infelizmente, sabemos que, pregar santidade, não torna ninguém santo, falar de bondade, não importa a profundidade, não o torna bom; falar ardentemente de fidelidade, não o torna fiel;  falar da injustiça dos demais, não o torna justo.

São as ações, aquilo que se faz é que deve ser analisado. Nem sempre o que se diz é o que realmente conta. Ainda assim, o contexto também deve e precisa ser analisado.

O importante é não nos deixarmos enganar com o entusiasmo, otimismo, firmeza, eloquência com que muitos defendem aquilo que jamais praticam. Retórica!

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Qual o valor, quanto vale?


Quando busco a resposta para esta pergunta, sempre me deparo atribuindo valor às coisas, dando sentido a elas, ou ignorando-as por completo, sem valor algum. Algumas valem mais, outras menos. Algumas fazem maior sentido, outras menor ou nenhum. Mas nunca valor por si mesmas, até que eu mesmo lhes atribua algum valor.

Pensando assim, o carro velho do necessitado terá para ele valor inestimável maior do que aquele carrão de luxo do milionário que dele não necessita. Perdê-lo, mantê-lo, não o afetará tanto quanto o carro velho do necessitado.

O que tem maior valor, um copo com água ou um saco cheio de dinheiro, cheio de ouro? Depende das circunstâncias. 

Não são as coisas do lado de fora que nos dão sentido. Nós é que lhes damos sentido, imprimimos significado e valor a tudo.

Muitas vezes se valoriza muito mais aquilo que não se tem, enquanto isso, o que já se tem é desvalorizado, deteriorado. Um gasto energético enorme para mais tarde descobrirmos que perdemos tempo valorizando algo que na verdade não valia tanto. Um terrivel erro no julgamento de valor.

Quanto vale?

terça-feira, 18 de junho de 2019

Sobre Motivação



Saber o que fazer e como fazer, às vezes não basta. Muitos até sabem.

Aquela força que nos move também se faz necessária, uma força chamada motivação, que tem fundamentos biológicos, psicológicos e emocionais. 

O termo motivação tem sua base no latim, (“movere”, mover). Tem a ver com o movimento em direção a um determinado objetivo, uma ação. Busca-se nessa ação uma recompensa. Um processo que envolve redes neurais complexas, elementos químicos, um estado mental positivo. A dopamina é um desses elementos químicos envolvidos na recompensa.

Como se manter motivado?

Hamid e Joshua Berke, professores de psicologia e engenharia biomédica da Universidade de Michigan, argumentam que os níveis de dopamina sinalizam continuamente quão boa ou valiosa é a situação atual em relação à obtenção de uma recompensa. Concentrar-se na recompensa do seu empreendimento, os frutos que serão colhidos,  é uma técnica formidável que estimula os centros neurais envolvidos na motivação, dizem os pesquisadores.

Outro fator importante é aprender a adiar prazeres momentâneos e efêmeros em busca de algo maior e mais duradouro. Esse processo requer foco, disciplina e determinação, todos produtos da motivação.

Boa sorte!

Cativo de si mesmo


Na culturalmente avançada Atenas de Platão, Aristóteles e Epicuro, que admiramos com razão, apenas 30 mil indivíduos eram cidadãos em uma população de 150 mil pessoas; os demais cidadãos eram escravos." (António Damásio). 

A escravidão continua com nova roupagem, uma nova face. Continuamos a escravizar se não os outros, mas a nós mesmos é quase certo. O fato ocorre quando nos tornamos dependentes destes, daqueles ou daquilo, e sequer conseguimos esboçar um grito de liberdade. Quando ideias e pensamentos continuam em um mesmo processo constante de cauterização.

Escravo de uma relação; de uma condição social; de uma ideia; de nossas certezas; de nossos artefatos tecnológicos; escravos quando enxergamos, mas não vemos muito além de nossos próprios limites. 

Mente turva, sem acuidade alguma, visão embasada, incapaz de ver mesmo apresentando uma ótima visão. Escravo de si mesmo.

Parar, pensar, refletir, investigar, perguntar e buscar respostas, abrir os olhos. A busca é sempre um ótimo começo.

Boa sorte!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

A falácia da consciência


"Eu não preciso de lei para cumprir com meus deveres, eu tenho consciência, sou responsável".

Muitos realmente quando manifestam este argumento, talvez estejam falando a verdade. No entanto, para uma parcela da população, trata-se apenas de um argumento falacioso.

A falácia pode ser compreendida como, qualquer enunciado ou raciocínio que simula a veracidade, uma verdade, mas em si mesmo é falso. Diz fazer, mas não o faz realmente.

Para que serve a lei? Para corrigir e reter aqueles que insistem em prejudicar a si mesmos e também os demais. Serve para os delinquentes, para os inconsequentes.

Se alguém considera a si mesmo um exemplo, a força da lei não lhe atinge. Mas, isso não significa dizer que devemos acabar com essa ou aquela lei apenas porque um ou outro não precisa dela. Em muitos casos a consciência somente é gerada pela força da lei.

Há leis justas e leis injustas, esse portanto, é outro caso a ser debatido.

Se não há nenhuma punição, por que não transgredir um princípio social? Se ninguém está vendo, por que não? Assim pensam muitos. Retirem as leis e a punição que a desordem se instala.

Fumar em ambientes fechado, em restaurantes, no avião, hoje isso nos parece um absurdo, mas foi a força da lei que gerou a tal "consciência" que não havia em muitos. Limite de velocidade, dirigir falando ao celular, se não houvesse lei, também para muitos não haveria consciência, apenas o direito.

Leis e campanhas de conscientização são sempre necessárias para aqueles que não respeitam os direitos dos demais.

Mesmo havendo leis, muitos são resistentes e sempre dão o tal "jeitinho" para tentar escapar, gerando assim, conflito social.

Para viver em sociedade há um custo. É justamente por termos inteligência e a razão, que nem sempre nos portamos igual formiguinhas, sempre cooperativas. Discordamos, argumentamos, competimos e também geramos conflitos. A lei serve para regular e gerir tais conflitos.

O objetivo da lei é proteger tanto o delinquente quanto o consciente de seus deveres.

Nós os contribuintes pagamos a conta. Cadeias e processos têm alto custo. Por isso, o problema é de todos. Não apenas deles.

segunda-feira, 18 de março de 2019

O HOMEM QUE PARTIU JAMAIS VOLTOU




O HOMEM QUE PARTIU JAMAIS VOLTOU

O homem que parte em uma longa jornada  deve ter como missão principal o aprendizado, o refinamento intelectual, o melhoramento pessoal, que também contribui para um mundo melhor. Planos mudam, são contingências da vida, e o destino está à frente nos deixando uma mensagem; sempre em movimento, siga o fluxo da vida, não seja apenas um espectador dos feitos alheios, conte e construa sua própria história.

O homem que parte também não poderá voltar jamais, mesmo porque, nem o tempo nem o espaço serão os mesmos, sequer será o mesmo aquele que partiu. Deixará para trás alguns hábitos, pensamentos, certezas, crenças limitantes, algumas dúvidas, medos e temores. Assim pensava Heráclito, o grande pensador quando dizia que, ao banhar-se em um rio, nem o homem nem o rio serão os mesmos. Quem sabe falava justamente das mudanças que ocorrem muitas vezes à nossa revelia, mudanças inconscientes.

Durante a jornada o homem que partiu irá adquirir experiência, novos hábitos, ele terá novas histórias acrescentadas aos seus dias de vida. Vida curta que passa repentinamente, ou vida longa se bem vivida. A Vida pode ser efêmera, mas a esperança é que os feitos permaneçam e termine por moldar e fazer surgir grandes sonhos naqueles que souberam de suas histórias. São sementes que germinam ao encontrar solo fértil.

O homem que partiu teve a grata satisfação de sair do tubo em que vivia. O tubo da rotina que maltrata e assola tanta gente. São muitas as desculpas para viver dentro do tubo, mas quem sabe um dia, a liberdade alcance até mesmo o mais temeroso dos homens, e o faça saber que há uma vida cheia de preciosidades a serem descobertas fora do tubo.

Uma curva, outra curva, mais uma curva, milhares delas. – Ei! Senhor, quantas curvas ainda eu terei pela frente? 
– Meu caro jovem, as curvas não acabam jamais. Elas apenas se alternam harmoniosamente uma após a outra. Às vezes, somos quase que ludibriados por retas intermináveis, repentinamente a curva surge e teremos que estar preparados para acompanhar seu traçado pré-definido, elaborado, estudado, para assim, evitar quem sabe um precipício, uma lamaçal, uma enorme rocha falsamente fincada, e, que nos obrigará a contorná-la. 
– Entendi! Então assim é a vida?
– Sim! Cheia de curvas, mas também tem altos e baixos, subimos e descemos obedecendo a traçado do terreno percorrido.

O homem que partiu continua a sua jornada, ele não pode parar. Tal qual a semente plantada, um dia irá produzir centenas, milhares de outras sementes. Cada uma brotará, e a vida seguirá seu curso, a eterna constância da vida, a mudança. Por isso, o homem que partiu apenas foi. Jamais voltou de nenhuma de suas viagens de aventura. Continua indo, e, a cada dia, parte em busca de um novo tesouro escondido, pronto para ser descoberto.

Todos nós partimos um pouco todos os dias, mas chegará o dia em que partiremos definitivamente, apenas para dar continuidade à jornada, que, como dádiva, nos foi concedida e confiada. 

O que não podemos jamais é nos tornarmos escravos de nossas crenças e hábitos enraizados; cometendo os mesmos erros e andando pelos mesmos caminhos de sempre, conversando com as mesmas pessoas que mantêm os mesmos discursos vazios e repetitivos. Não podemos seguir lamentando as mesmas perdas infinitamente.  Não temos o direito de não viver a vida plenamente.

O caminho pode ser um eterno lamento, ou um eterno aprendizado. A escolha é do peregrino.

Waldez Pantoja

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Qual o sentido da vida?



Essa é a uma pergunta que cada um tem que encontrar sua própria resposta.

Para mim a vida é o próprio sentido de tudo. A vida faz com que as coisas tenham algum sentido, e não o oposto. Não são as coisas do lado de fora que nos dão sentido. Nós é que damos sentido, imprimimos significado a tudo. Nesse sentido, emoção e sentimentos, a maneira como reagimos aos estímulos, faz enorme diferença.

A vida por si só é prazerosa, mas por diversos motivos, o ciclo de prazer e bem estar pode ser interrompido em algum momento. Às vezes doenças por questões biológicas, genética, outras causadas por hábitos diversos, incluindo pensamentos e ambiente.

Deixar de lado a pressão social, viver a vida, buscando adequar nossas respostas aos estímulos, pode ser um caminho de excelência.

Hoje seres pensantes, amanhã células e moléculas dispersas, adubo de planta ou qualquer outra coisa. Um ciclo continuo e eterno. Fazemos parte do todo.

"Porque espetáculo da vida é viver".

domingo, 17 de fevereiro de 2019

VIDA SAUDÁVEL E FELIZ. QUAL O SEGREDO?

O que nos mantém saudáveis e felizes enquanto passamos pela vida?
Se você fosse investir agora em um você melhor no futuro, onde você colocaria todo seu tempo e sua energia? Existem muitas respostas lá fora.

Somos bombardeados com imagens do que é mais importante na vida. A mídia está cheia de histórias de pessoas que são ricas, famosas, que constroem impérios no trabalho. E nós acreditamos nestas histórias.

Houve uma recente pesquisa da geração do milênio perguntando quais as mais importantes metas deles na vida, e mais de 80% disseram que a maior meta em suas vidas era ficar rico. E outros 50% destes mesmos jovens adultos disseram que outra importante meta na vida era tornar-se famoso.

Constantemente nos dizem para nos dedicarmos mais ao trabalho, dar o melhor de nós e conseguirmos mais. É nos dada a impressão de que essas são as coisas que precisamos correr atrás a fim de ter uma vida boa. Mas isso é verdade? É mesmo isso que mantém as pessoas felizes enquanto passam pela vida?

Imagens de vidas inteiras de escolhas que pessoas fazem e o resultado dessas escolhas para elas são imagens quase impossíveis de se conseguir. Muito do que sabemos sobre a vida humana, sabemos pedindo às pessoas para lembrarem-se do seu passado, e como sabemos, o olhar retrospectivo não é nada apurado. Esquecemos a maior parte do que nos acontece em vida, e às vezes, a memória é bastante criativa.

Mark Twain entendeu isso. Ele dizia: "Algumas das piores coisas na minha vida nunca aconteceram". E pesquisas mostram que nós realmente nos lembramos do passado mais positivamente conforme envelhecemos. Lembro-me de um adesivo para carros que diz: "Nunca é tarde para se ter uma infância feliz".

Mas e se pudéssemos assistir vidas inteiras enquanto elas se desenrolam ao longo do tempo? E se pudéssemos estudar pessoas desde a adolescência até sua velhice para ver o que realmente mantém as pessoas felizes e saudáveis? Fizemos isso.

O Estudo de Harvard sobre Desenvolvimento Adulto talvez seja o mais longo estudo sobre vida adulto já feito. Por 75 anos, temos monitorado as vidas de 724 pessoas, ano após ano, perguntando sobre o seu trabalho, suas vidas em casa, sua saúde, e, claro, perguntando ao longo do caminho sem saber como suas histórias de vida seriam.

Estudos como este são extremamente raros. Quase todos os projetos deste tipo se encerram em uma década porque muitas pessoas desistem do estudo, ou o financiamento para a pesquisa seca ou pesquisadores perdem o foco, ou eles morrem, e ninguém move a bola à frente no campo.

Mas, através de uma combinação de sorte e da persistência de várias gerações de pesquisadores, este estudo sobreviveu. Aproximadamente 60 dos nossos originais 724 pesquisados ainda estão vivos, continuam participando do estudo, muitos deles com mais de 90 anos. E agora nós estamos começando a estudar seus mais de 2 mil descendentes.

E eu sou o quarto diretor do estudo. Desde 1938, nós monitoramos as vidas de dois grupos de homens. O primeiro grupo começou no estudo quando eram secundaristas da faculdade em Harvard. Eles eram o que Tom Brokaw chamou de "a grande geração". Todos terminaram a faculdade durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos deles foram servir na guerra. E o segundo grupo que seguimos foi um grupo de meninos dos bairros mais pobres de Boston, meninos que foram escolhidos para o estudo especificamente porque eles eram de algumas das mais conturbadas e desfavorecidas famílias de Boston na década de 1930.

A maioria vivia em cortiços, muitos sem água corrente quente e fria. Quando entraram no estudo, todos os adolescentes foram entrevistados. Elas fizeram exames médicos. Nós fomos às casas deles e entrevistamos seus pais. E então esses adolescentes se tornaram adultos que seguiram todo tipo de caminho. Tornaram-se operários em fábricas e advogados, pedreiros e médicos, e um tornou-se presidente dos Estados Unidos. Muitos desenvolveram alcoolismo; alguns desenvolveram esquizofrenia. Alguns ascenderam socialmente a partir do fundo percorrendo o caminho até o topo, e muitos fizeram esta jornada na direção oposta.

Os fundadores deste estudo nunca em seus sonhos mais loucos imaginaram que eu estaria aqui hoje, 75 anos depois, dizendo a vocês que o estudo continua. A cada dois anos, nossa paciente e dedicada equipe de pesquisa liga para esses homens e pergunta se podemos enviar mais um questionário sobre a vida deles. Muitos dos homens da Boston urbana nos perguntam: "Por que continuam querendo me estudar? Minha vida não é tão interessante". Os homens de Harvard nunca fizeram esta pergunta.

Para obter a imagem mais nítida dessas vidas, nós não apenas enviamos os questionários; nós os entrevistamos em suas salas de estar, obtemos seus registros com seus médicos, coletamos seu sangue, escaneamos seus cérebros, conversamos com seus filhos. Nós os gravamos falando com suas esposas sobre suas preocupações mais profundas. E quando, cerca de uma década atrás, finalmente perguntamos às esposas se gostariam de se juntar como membros do estudo, muitas delas disseram: "Já era hora". Então, o que nós aprendemos?

Quais são as lições que surgem a partir das dezenas de milhares de páginas de informação que geramos sobre a vida deles? Bem, as lições não eram sobre riqueza, ou fama, ou trabalhar mais e mais.

A mensagem mais clara que nós temos a partir deste estudo de 75 anos é esta: bons relacionamentos nos mantêm felizes e saudáveis. Ponto final!

Aprendemos três grandes lições sobre relacionamentos:

A primeira lição é que conexões sociais são realmente boas para nós, e que a solidão mata. Acontece que as pessoas que são mais socialmente conectadas à família, aos amigos, à comunidade, são mais felizes, são fisicamente mais saudáveis, e vivem mais do que pessoas que são menos bem relacionadas.

E a experiência da solidão acaba por ser tóxica. Pessoas que são mais isoladas do que elas desejam, descobrem que são menos felizes, sua saúde declina mais cedo na meia-idade, suas funções cerebrais declinam mais cedo e elas vivem vidas mais curtas do que pessoas que não são solitárias. E o fato triste é que, em qualquer momento considerado, mais de um em cada cinco americanos irão relatar que são solitários. E sabemos que você pode ser solitário em uma multidão e você pode sentir-se só em um casamento.

A segunda grande lição que aprendemos é que não é apenas o número de amigos que você tem, e se você está em um relacionamento sério ou não, mas a qualidade de seus relacionamentos íntimos que importa. Acontece que viver no meio de conflitos é muito ruim para a nossa saúde. Casamentos conflituosos, por exemplo, sem muito carinho, são muito ruins para a nossa saúde, talvez pior do que se divorciar. E viver no meio de bons, calorosos relacionamentos é algo protetor.

Uma vez que seguimos nossos homens até seus 80 anos queríamos observá-los na meia-idade e ver se poderíamos prever quem deles estavam se tornando octogenários saudáveis e felizes e quem não estava. E quando nós reunimos tudo o que sabíamos sobre eles aos 50 anos, não foram seus níveis de colesterol na meia-idade que previram como eles iriam envelhecer. Foi quão satisfeitos eles estavam em seus relacionamentos.

As pessoas que estavam mais satisfeitas em seus relacionamentos aos 50 anos foram as mais saudáveis ​​aos 80 anos. E os relacionamentos saudáveis íntimos parecem nos proteger de alguns dos inconvenientes de envelhecer.

Nossos homens e mulheres casados mais felizes relataram em seus 80 anos, que nos dias que tiveram mais dor física, seu humor continuou ótimo. Mas as pessoas que estavam em relacionamentos infelizes, nos dias em que relataram mais dor física, isto era ampliado por mais dor emocional.

E a terceira grande lição que aprendemos sobre relacionamentos e nossa saúde é que bons relacionamentos não apenas protegem nossos corpos, elas protegem nossos cérebros. Acontece que estar em um relacionamento seguro com outra pessoa aos 80 anos nos faz sentir protegidos, que as pessoas em relacionamentos nos quais sentem que podem mesmo contar com a outra em momentos de necessidade, as memórias dessas pessoas são preservadas por mais tempo.

E pessoas em relacionamentos nos quais sentem que não podem contar com a outra, essas são as pessoas que experimentam o declínio da memória mais cedo. E esses bons relacionamentos não têm de ser suaves todo o tempo.

Alguns de nossos casais octogenários poderiam brigar uns com os outros, dia sim, dia não, mas contanto que sentissem que podiam realmente contar com o outro quando as coisas ficavam difíceis, essas discussões não pesaria em suas memórias. Então esta mensagem, que os bons relacionamentos íntimos, são bons para nossa saúde e bem-estar, esta sabedoria é tão antiga quanto as montanhas.

É o conselho de sua avó e do seu pastor. Por que é tão difícil de assimilá-la? Por exemplo, no que diz respeito à riqueza, sabemos que uma vez que suas necessidades materiais básicas forem atendidas, riqueza não importa.

Se você for de uma renda de US$ 75 mil a US$ 75 milhões ao ano, sabemos que sua saúde e felicidade mudarão muito pouco, se mudarem. Quando se trata de fama, a invasão constante da mídia e a falta de privacidade tornam as pessoas mais famosas significativamente menos saudáveis. Certamente não as mantém mais felizes.

E, sobre trabalhar mais e mais, é óbvio que ninguém em seu leito de morte jamais desejou ter passado mais tempo no escritório. Por que isso é tão difícil de entender e tão fácil de ignorar?

Bem, nós somos humanos. O que nós realmente gostaríamos é de uma solução rápida, algo que podemos obter que vai tornar nossas vidas boas e mantê-las dessa forma. Relacionamentos são confusos e complicados e o trabalho duro de zelar pela família e pelos amigos, não é sexy nem glamouroso. É também para a vida toda. Nunca acaba.
 
As pessoas de 75 anos no nosso estudo que eram as mais felizes após aposentadas foram as que se esforçaram para substituir colegas de trabalho por novos companheiros. Assim com a geração do milênio nesta recente pesquisa, muitos de nossos homens quando estavam se tornando jovens adultos, realmente acreditavam que fama, riqueza e grades conquistas, era o que eles precisavam correr atrás para ter uma boa vida.

Repetidas vezes, ao longo destes 75 anos, nosso estudo mostrou que as pessoas que se saíram melhor foram as que se apoiaram em relacionamentos com família, com amigos, com a comunidade. E você?

Digamos que você tem 25, 40 ou 60 anos. Como se apoiar nos relacionamentos lhe parece? Bem, as possibilidades são praticamente infinitas. Pode ser algo tão simples como substituir o tempo de TV por tempo com as pessoas ou reanimar um relacionamento antigo fazendo algo novo juntos, longas caminhadas ou encontros à noite, ou contatar aquele membro da família com quem você não fala há anos, porque essas brigas de família tão comuns cobram um preço horrível das pessoas que guardam rancores.

Gostaria de encerrar com outra citação de Mark Twain. Mais de um século atrás, ele estava passando sua vida em revista e escreveu isto: "Não há tempo, tão breve é a vida para discussões, desculpas, ressentimentos, prestações de contas. Só há tempo para amar, e apenas um instante, por assim dizer".

Uma boa vida é construída com bons relacionamentos. E essa é uma ideia que merece ser divulgada.

Palestra no TEDx com Robert Waldinger.
Transcrição Waldez Pantoja