Um relato fantástico. No final do século XIX, um pequeno grupo de Italianos foi atraído por uma grande notícia: A chance de uma vida melhor do outro lado do oceano. Tratava-se dos Estados Unidos da América, terra de grandes oportunidades.
Logo o grupo zarpou para Nova York e de lá seguiu rumo ao oeste chegando a Pensilvânia. Eles conseguiram trabalho em uma pedreira perto de Bangor.
No ano seguinte mais 15 pessoas deixaram Roseto e também partiram para se juntar ao primeiro grupo que no ano anterior havia trocado a Itália pela América. Não demorou muito e logo o pequeno grupo cresceu. Eram muitos os que se aventuravam na travessia do Atlântico em busca de grandes oportunidades.
Em 1894 a cidade de Roseto ficou quase deserta. Ruas inteiras sem moradores. Todos haviam partido.
O grupo cresceu tanto que logo surgiu uma cidade com o mesmo nome da cidade de onde eles haviam partido: Roseto. Agora em território Americano.
Outras comunidades também se instalaram perto de Roseto. Ingleses, galeses, alemães. Mas Roseto, era fechada, auto suficiente, e somente Italianos viviam no local.
Foi então que Surgiu um médico chamado Stewart Wolf. O que ele constatou naquela comunidade, foi que ele quase não atendia pessoas com menos de 65 anos com doenças cardíacas. A epidemia de infartos tomava conta dos Estados Unidos, mas não daquela comunidade de Italianos. Por que será?
O mais curioso a respeito de Roseto, era que muitos dos habitantes eram obesos e fumantes inveterados. Mas por que não tinham problemas cardíacos? Para as cidades nos arredores de Roseto, as taxas de mortalidade relacionadas a problemas cardíacos eram três vezes mais.
As pesquisas logo foram iniciadas e todas as suspeitas descartadas, desde a condição genética até a qualidade do ar das montanhas.
Não demorou muito e uma grande descoberta foi revelada. Não era a condição genética dos habitantes, nem o local, nem o cuidado com a saúde. O estilo de vida daquela pequena cidade era a resposta.
Um estilo de vida cheio de vínculo social profundo. As pessoas interagiam umas com as outras de maneira distinta das demais cidades. Eram pessoas calorosas, paravam na rua para um bom bate papo. Frequentavam a casa uns dos outros. Faziam banquetes nos quintas. Chamava atenção o estilo de vida igualitário, onde ricos não ostentavam, e os pobres eram ajudados em seus fracassos. As famílias viviam e criavam seus filhos até três gerações no mesmo espaço. Um convívio social intenso.
Ainda hoje, não se costuma associar ou relacionar saúde a comunidade em que se vive. Mas isso, é muito importante. As relações sociais.
"Aquelas pessoas estavam morrendo de velhice, nada mais".
Em um estudo que já dura mais de 75 anos, as conclusões sobre saúde e felicidade são: as boas relações sociais. Solidão adoece, enfraquece e mata pessoas bem mais cedo.
Acredite! As boas relações sociais nos mantém felizes e mais saudáveis. Após 75 anos de estudo esta é a conclusão.
Coisas importantes:
1)- As boas relações sociais são boas para nós.
2)- A solidão mata.
3)- A qualidade das relações é o que importa.
4)- Relações de conflito, são prejudiciais.
5)- O que prevê uma vida longa, é a satisfação das relações.
6)- Boas relações protegem o cérebro e O corpo da uma deterioração acelerada.
Há muita energia sendo desperdiçada em coisas que não trazem nem saúde, nem bem estar, nem felicidade.
Fonte: Malcolm Gladwell. Do livro: Fora de Série.

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