terça-feira, 29 de dezembro de 2020

O MEDO NO DIA A DIA

 

O medo é uma emoção primária que pode desencadear outras emoções chamadas de emoções secundárias.

Sentir medo é algo natural e necessário. O medo é fator motivador para muitas de nossas ações. É o medo que nos leva a tomarmos atitudes de auto proteção, mas em excesso, torna-se patológico, e perde sua função primária. Não sentir medo é um risco a sobrevivência, colocando em risco nosso sistema de auto preservação.

Há inclusive um termo em psicologia para o medo injustificado de estradas, cruzar uma rua. Uma fobia que se chama, AGIROFOBIA.

Segundo Damásio (2001), o medo é uma emoção primária fabricada pelo cérebro e que provoca diversas reações no corpo. O corpo é o teatro onde as emoções se desenvolvem.

No cérebro duas áreas podem conflitar: uma, onde questões racionais são processadas, as funções executivas (cortex pré-frontal). E a outra, a amígdala, que está envolvida com algumas emoções e o medo. (Área mais antiga). A amígdala dispara automaticamente ao menor sinal de perigo, seja ele real, ou apenas produto da imaginação como resposta a experiências negativas anteriores, ou mesmo situações inatas. A amígdala dispara a revelia da nossa própria consciência ou a vontade. Quando nos danos conta, já agimos. Na maioria das vezes isso é bom, mas o sistema é sujeito erro.

Viver em situação constante de medo, É algo muito estressante, pois o sistema nervoso simpático, dispara descargas de neurotransmissores que nos colocam em estado constante de luta ou fuga. (Adrenalina, cortisol, e outros...) Há um preço, porque enquanto ficamos em estado de alerta total, algumas outras funções são diminuídas ou mesmo desativadas. O resultado é uma viagem de pouco aproveitamento ou benefícios. Aliás, ficamos cegos para muitas maravilhas que só percebemos quando outro viajante menciona que viu, fotografou ou fez o simples registro.

O que fazer? Não há uma receita mágica que sirva para todos em todas as situações, mesmo porque, as reações são adversas, e dependentes do mapa interior, codificado segundo a experiência de cada um. Mas segundo o renomado Neuro cientista Walter Mischel (2015), psicólogo clínico, autor e de vários livros e artigos científicos na área das Neurociências, nos diz: a técnica do se-então, pode ajudar bastante.

Se-então, é um código usado na linguagem de programação. Se acontecer isso, faça aquilo. Este é um processo que envolve treino buscando tornar as ações automáticas, em algo consciente. A intenção é nos fazer confrontar com as situações de risco, e, apresentar uma saída. A antecipação, ajuda e muito. Fazer ou pensar em fazer, ativam a mesma área do cérebro. Isso torna a ação pretendida muito mais fácil após algum período de treino. Técnica usada pelos aborígenes Australianos. Antes da caçada, na noite anterior, eles simulam a perseguição que farão para abater o animal.

"Se você conhece a si mesmo e conhece o inimigo, não deverá temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada Vitória ganha, sofrerá uma derrota também. Mas, se você não conhece, nem a si mesmo e nem o inimigo, perderá todas as batalhas". Sun Tzu.

Conclusão - Sun Tzu diz em a Arte da guerra, que, conhecimento e antecipação faz toda a diferença face ao perigo. As contingências fazem parte do processo, e, saber a hora de seguir, parar, recuar, não é demérito algum, mas prova de habilidade para lidar com as condições interpostas em nosso caminho. 

Coragem não é a ausência do medo, apenas o domínio do mesmo. Énquando o córtex pré-frontal se sobrepõe aos domínios das regiões límbicas e mais primitivas do cérebro.


Waldez Pantoja

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Crescendo sempre

Quando criança tudo parece muito grande, enorme e intocável, pois ainda não diferenciamos com nitidez a enorme capacidade que temos de fazer sonhos se tornarem realidade. 

Sem sorte mesmo são aqueles que embora tenham o corpo crescido, a mente ainda continua pequena acreditando que tudo é distante, inalcançável, quem sabe até impossível. É logo ali, o que está no horizonte estará mais perto para quem se move e não permanece imóvel.

Grandes viagens começam com uma ideia; assim também são os grandes feitos, grandes inventos, grandes conquistas. A ação é o combustível das grandes  realizações.

Waldez Pantoja

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Pequenas promessas, grandes realizações

 


Quando falamos em promessas, não há como não falar também em foco, planejamento, determinação, e, principalmente, ação. A ação é o que nos move.

Entre a prática e a teoria, há uma certa distância. Promessas são teorias. Mas, boas práticas, vem sempre acompanhadas de ótimas teorias.

Nas décadas de 60 e 70, um experimento com crianças ficou conhecido como, o Teste do Marshmallow. Liderado pelo Psicólogo Clínico Walter Mischel, o experimento tornou-se mundialmente conhecido.

A ideia era simples. As crianças participantes teriam que escolher entre ganhar uma ou duas guloseimas de acordo com uma regra uma pré estabelecida. O experimentador deixava a criança em uma sala, sozinha, e ela deveria esperar que ele voltasse, para assim, ganhar dois Marshmallow. Caso não quisesse esperar, bastaria tocar uma campainha e o experimentador voltava imediatamente e lhe recompensava, mas com apenas uma guloseima. A espera era em torno de vinte minutos.

O conflito logo se estabelecia entre ganhar uma ou duas guloseimas. E, as crianças usavam diversos artifícios para poder conseguir vencer a espera, ou não, algumas até comiam de imediato a guloseima sem sequer tocar a campainha.

A felicidade momentânea, pode ser trocada por uma maior ainda, mas saber esperar, é crucial. O que acontece é que não queremos esperar, não queremos nos preparar, não queremos "perder tempo".

O experimento da década de 60 e 70, ainda continua, as pessoas hoje estão bem mais velhas, e a conclusão é fantástica. As crianças que na época conseguiram esperar para ganhar duas guloseimas, hoje são pessoas muito mais bem sucedidas. Ganham mais dinheiro, casamentos mais duradouros, melhor saúde, tem maior controle dos conflitos da vida diária, melhor emprego. O autocontrole é essencial para as realizações, em especial, as de longo prazo.

Quais as promessas para o próximo ano?  Muitas dessas promessas serão apenas uma fala sem nenhum comprometimento com a sua realização. Haverá uma troca, a satisfação momentânea, cederá lugar, e a promessa não se realizará. Quer emagrecer, mas não consegue encarar uma guloseima sem que a devore imediatamente? Quer passar em um concurso, mas não consegue dizer não aos diversos convites para a diversão com os amigos? Quer aprender um novo idioma, mas racionaliza e logo diz que não nasceu para isso, ou está velho demais? Estas são maneiras de sabotar a si mesmo.

As crianças do experimento passaram pelos mesmos conflitos que nós passamos em nossa vida adulta, mas elas usavam alguns artifícios, e um deles, era: "a recompensa futura, será bem maior que esta agora". e, assim, elas mantinham o foco.

Os malefícios decorrentes da incapacidade de inibir a satisfação imediata podem ser enormes.

O comportamento humano, em geral, é governado por duas áreas do cérebro bem distintas. Uma é o sistema límbico, onde reações automáticas são controladas. Em especial a amígdala, uma região mais primitiva do nosso cérebro. Quando nem bem nos damos conta, já fizemos o que não queríamos. Algo muito rápido. A outra é o córtex pré-frontal, uma região mais desenvolvida e mais recente também, onde estão nossas funções executivas de altíssima complexidade. Pensamentos, raciocínio lógico, nossas escolhas; e esta região, quando bem desenvolvida, e isso é um treinamento diário, fica muito mais fácil darmos conta de nossas promessas, alcançar nosso objetivos, quer sejam eles de curto ou longo prazo.

A satisfação momentânea e efêmera, pode ser trocada por uma muito mais duradoura e com maior efeito positivo em nossas vidas.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Falsas memórias I

Uma quantidade considerável de pessoas são sujeitas a falsas memórias.

Este é o resultado de um estudo sobre falsas memórias. O psicólogo Dr. Kimberley Wade demonstra que, se nos é dito sobre um evento completamente fictício ou falso de nossas vidas, e repetidamente imaginarmos sobre o evento, quase metade de nós aceitaria como verdade a ocorrência de um fato que jamais ocorreu.

Ou seja, a frase que diz: "uma mentira contada mil vezes se torna verdade", faz todo sentido para uma parte considerável da população.

Ao fazer perguntas ou interrogar crianças, dependendo da forma como isso é feito,  Falsas Memórias podem ser "implantadas", e elas assumem como verdade algo que jamais ocorreu. Todo cuidado é pouco, ao investigar por exemplo, sobre abusos, maus tratos, e outros, quando crianças estão envolvidas.

Algo muito grave ocorreu no Brasil anos atrás, 1994, em um episódio conhecido como o caso da Escola Base. Abusos de crianças, que mais tarde se descobriu terem sido os dados manipulados e os depoimentos obtidos das crianças, também distorcidos de forma a condenar os acusados de maneira apressada.

Quando desejamos algo ardentemente, fica mais fácil, que falsas memórias sejam implantadas em nossa mente, a partir daí, torna-se difícil distinguir entre real e imaginário. Para Michael Shermer, após criada a crença, o cérebro irá buscar formas para confirmar e fortificar ainda mais a crença.

O próprio cérebro faz pouca ou quase nenhuma diferença entre pensar e realizar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

O contagiante bocejo


Bocejou? Isso! O bocejo é contagiante. E não nos contagia apenas quando vemos, mas também quando ouvimos o som de um bocejo. Ocorre com cegos também.

As teórias são muitas. Mas o bocejo talvez seja uma tentativa do cérebro de nos manter em estado de vigília. E o contágio se dar por conta de um tipo de neurônio comum em mamíferos, chamado Neurônio Espelho. Tendemos a imitar os movimentos de outra pessoa quando o cérebro nos coloca em sintonia com ela. Imitamos ou somos imitados.

Ver alguém comer algo que gostamos muito, desperta em nos uma vontade imensa de comer exatamente aquilo. Chocolate então, nem se fala. Aí, a dieta fica bem mais difícil de controlar, mesmo porque, um neurotransmissor chamado dopamina, "nos diz": vai, vai que isso é bom demais. Vai te deixar feliz da vida. Um processo que ocorre em áreas profundas do cérebros.

Saber desses artifícios, pode nos deixar com mais controle sobre nossa vontade e nossas escolhas em diversas áreas.

Robert Provine psicólogo da Universidade de  Maryland pesquisou sobre esse assunto e escreveu vários artigos científicos. "Contagious Yawning and infant imitation, bulletin of the psychonomic Society (1998), vol 27.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Sobre o aborto


 A polêmica do aborto

Ser a favor do aborto quando seu direito ao nascimento foi respeitado, parece ser algo bem contradizente. Para dizer o mínimo. Negar ao outro um direito que lhe foi garantido.

Ao terceiro mês, diversos órgãos já estão em pleno funcionamento. O feto já apresenta alguns movimentos, o coração já faz o sangue circular, e outros.

E se o feto pudesse reclamar da agressão sofrida? Ora! Ele faz exatamente isso, mas não é respeitado. Alguns reflexos autônomos já respondem, embora a consciência não esteja desenvolvida na mesmo proporção da encontrada em adultos, ele “esperneia”. Em vão, claro!

“Toda situação de estresse atinge o feto”, resume a neuropsiquiatra infantil Theodolinda Mestriner Stocche, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto (SP). - E, naturalmente o aborto é uma situação de estresse, tanto para a mãe, quanto para o feto. 

Fetos reagem inclusive aos exames de ultra-som. A partir do segundo mês, ele já reage às condições hormonais absorvidas da mãe. Adrenalina da mãe, atinge o bebê também.

Conclui-se que, o direito que me foi garantido, devo eu também garantir ao outro exposto às mesmas condições. Uma questão ética, e moral também, segundo os padrões da nossa sociedade. Assegurar ao outro o mesmo direito que me foi garantido.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Música é vida

 

A música é vida.

Na vida há diversas linguagens. A música é a linguagem que comunica sentimentos. Ela atinge áreas inalcançáveis pelos métodos convencionais da comunicação, a fala, os códigos, os signos.


A música tem ritmo, um movimento. A vida também. Às vezes o movimento é lento, outras vezes rápido, acelerado, forte, intenso. Tudo flui.


Na música há melodia, se esta falha, a música deixa de ser música e se transforma apenas em sons, às vezes incompreensíveis. Cada música possui uma melodia distinta. A vida também.


Na música há harmonia, sons que simultaneamente se entrelaçam formando combinações esplêndidas. Na vida há também entrelaçamentos harmônicos, coisas acontecendo simultaneamente em perfeita harmonia. Amizade, amor, caridade.


Na música há silêncio, pausas, intervalos. A vida da mesma forma se processa. O silêncio faz parte da composição da vida. Pausas para que a linha melódica possa continuar nos maravilhando.


A música gera diversas emoções, gerando sentimentos que irão nos direcionar em nosso ambiente junto às relações diárias.


Finalmente temos uma sinfonia, todos os sons compostos pelas unidades; melodia, harmonia, ritmo, pausas, intervalos, intensidade e silêncio, tom e timbre. A vida como uma sinfonia em que todos contribuem para algo extraordinário e agradável aos ouvidos e demais sentidos, a própria vida.




domingo, 29 de novembro de 2020

O MOSAICO DAS EMOÇÕES

 O MOSAICO DAS EMOÇÕES

Como pequenos recortes de materiais diversos podem formar uma magnífica obra de arte? Pois essa é a ideia do mosaico; preencher lacunas com retalhos de materiais que completarão uma imagem, um desenho, uma admirável composição para embelezar o ambiente. O todo será a expressão máxima da junção das pequenas peças. Nenhuma das peças será mais ou menos importante do que as demais.

E as emoções o que são?

Pode-se dizer de maneira sucinta, que a emoção é uma reação, uma manifestação fisiológica, uma resposta a um determinado estímulo ambiental. É a partir das emoções que se chega aos sentimentos, essa experiência mental advinda das emoções. Em um processo de retroalimentação, sentimentos também podem gerar outras emoções. Emoções não cessam, apenas seguem se alternando entre uma e outra.

Antônio Damásio, Paul Ekman e outros pesquisadores classificam as emoções em primárias e secundárias. As emoções primárias são universais, são elas: alegria, tristeza, raiva, medo, aversão (asco, nojo) e surpresa. 

Para Antônio Damásio, as emoções primárias são inatas, evolutivas e compartilhadas por todos os seres.

Algumas emoções secundárias: orgulho, desprezo, culpa, vergonha, constrangimento, satisfação, e outras. Essas emoções são aprendidas e internalizadas a partir do meio, da socialização. O que causa constrangimento em uma cultura, pode não causar nenhuma reação em outra.

E nós seres humanos?

Segundo Robert Leahy, as  emoções evoluíram para nos alertar, nos proteger e nos conectar uns aos outros,  independente de como venhamos a classificá-las, positivas ou negativas. Na verdade, são apenas adaptativas.

É a partir do estudo e análise das nossas próprias emoções, que passamos a tomar consciência das reações, nossos atos diante de uma emoção. Não é possível nos livrarmos de nossas emoções, podemos sim, aprender muito com elas. Desta forma, a reação poderá ser melhor gerenciada. 

Quem muda o foco, também muda a emoção. 

Mudança de foco é uma ótima ideia para quem pretende ter algum domínio sobre o efeito da ruminação das emoções. Esse efeito é quase automático. Emoções são passageiras e dependentes dos estímulos recebidos. Podem ser gerenciadas. O que ocorre é que muitas vezes, não se quer mudar o foco, tornando impossível livrar-se da emoção indesejada mantida através da ruminação.

Esperar somente emoções ditas positivas, pode nos limitar rumo ao aprendizado. Quando nos depararmos com uma emoção que classificamos como negativa, não saberemos o que fazer por falta de treino e exposição. 

As emoções, em especial as primárias, não são exclusividade de um único indivíduo, elas são comuns a todos nós. Todos passam pelas mesmas experiências emocionais. A diferença está na maneira como se reage a uma determinada emoção.  

As emoções não são morais nem imorais, positivas nem negativas, são apenas apenas experiências adaptativas que se bem gerenciadas podem evitar ações e reações indesejadas.

Seres humanos são exatamente isso, essa composição de várias emoções diárias e momentâneas. Um verdadeiro mosaico, inacabado,  ainda em construção. Assim sendo, não  se pode caracterizar nenhum ser humano por conta de uma emoção momentânea. "Ele está triste, e não ele é triste". Vai passar! 

Cabe a cada um construir sua própria arte, aquela que é apresentada todos os dias na galeria de arte chamada sociedade, grupo social em que se vive.


Prof. Waldez Pantoja

Especialista em Neurociências Clínica 

sábado, 28 de novembro de 2020

Conteúdo alterado



A estratégia do conteúdo alterado 

Qualquer pessoa que frequente supermercados, já se deu conta de uma manobra nas gôndolas. A embalagem parece a mesma, mas o conteúdo está alterado. Estamos recebendo menos do que nos era oferecido. Um pacote que antes continha um quilo, agora contém 800 gramas, natualmente que mais caro. A embalagem com 10, agora contém 8 unidades.

São estratégias que enganam, nos fazem acreditar que estamos levando a mesma quantidade de antes, mas não passa de estratégia, quem sabe uma manobra, manipulação. Outras vezes é apenas conteúdo vencido esquecido na prateleira.

E os relacionamentos? 

Não são raras as vezes que nós também usamos tais estratégias no convívio com as pessoas. Queremos mais, mas oferecemos menos. Outros, apenas querem ganhar, ganhar sem nada a oferecer. Há ainda os que tentam manipular as emoções alheias buscando ganho pessoal.

Influenciando e sendo influenciado - o convívio social de alguma forma é uma troca. Enquanto influenciamos também somos influenciados. Um processo de estímulos e respostas emocionais mútuas.

O conteúdo alterado também existe nas relações. São comportamentos, alguns frequentes, outros momentâneos. Busca-se algum benefício, alguma vantagem. Logo que descobrimos a estratégia, dizemos que nos enganamos. Dissonância cognitiva, arrependimento.

Naturalmente temos dificuldade para compreender como nosso comportamento impacta a outra pessoa, e assim, podemos apresentar um viés egocêntrico. Conteúdo alterado! No entanto, é possível uma mudança.

Feedback - alterando o conteúdo. Argumentos que podem ajudar, se sinceros. 

"Percebo que a situação é difícil, sei que não é facil, quero que saiba que esse sentimento é passageiro". "Estou aqui e quero ouvir sua queixa para que possamos buscar uma solução". "Você é humano, por isso, apresenta tais sentimentos". "É um direito seu sentir o que sente agora". "Em algum momento todos nós nos sentimos assim". "O que sente agora faz parte da construção da experiência, desta forma, nos tornamos pessoas melhores e mais conscientes de nós mesmos".

Nas relações o conteúdo pode e deve ser alterado para melhor.








domingo, 15 de novembro de 2020

Meu santo não bateu

Julgamento Rápido

Em uma fração de segundos julgamos se o outro é confiável ou não. Nos posicionamos em relação ao outro mesmo com pouca ou quase nenhuma informação.

Mas de onde vem esse comportamento? Trata-se de ação baseada em nosso banco de dados de nossas próprias experiências. A antecipação. Às vezes parecem corretas, mas nem sempre. O difícil é se desfazer da tal primeira impressão porque são processos inconscientes.

Portanto, o caráter do outro como primeira impressão, vem das nossas próprias experiências. 

Se a experiência a um determinado tipo de rosto, postura, comportamento, foi negativa, o próximo rosto parecido, tende a ser considerado também como algo negativo.

"Meu santo não bateu com o dele(a)."

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Nossa visão de mundo

O SAPATO COLORIDO


Nossa visão de mundo é sempre muito interessante, até que surge alguém com uma visão distinta e nos confronta. De repente, um sapato que temos a certeza de ser cor de rosa, vira confronto, pois para o outro a cor é verde. Mas, não apenas em relação a cores. As diferenças alcançam outras instâncias.

Real, verdade, mentira, imaginação, certo, errado, certezas; assim vamos criando e construindo um mundo de percepções, crendo que nossos limites sejam também os limites do mundo. O que vejo, o que percebo, a forma, a maneira, tem que se estender aos demais. Caso contrário, um julgamento pode ser construído de maneira tal, a desmerecer a construção do outro e favorecer a minha.

Às vezes esta construção se limita a própria experiência. Meu mundo deve ser o mundo do outro também. O que não nos damos conta, é que, tanto eu, quanto o outro, temos uma visão de mundo limitada. Quem saberia com certeza descrever o mundo Real? Um fio de cabelo, não se compara em nada com aquilo que construímos em nossa mente quando visto de perto a luz de um microscópio. É tão diferente, que sequer conseguimos identificar um simples fio de cabelo. 

Será que seria possível irmos além da nossa própria experiência de mundo construído ou estaríamos realmente limitado a essa construção? A minha vontade, anseios, sentimentos, emoções, fazem parte dessa construção. O que vejo, pode ser apenas um reflexo de algo previamente muito bem estabelecido, ou quem sabe, uma construção momentânea dada as circunstâncias. E, isso, impede romper a barreira que nos levaria degrau acima, deixando-nos a mercê da própria crença pré estabelecida.

Nossa versão de mundo parece está limitada a uma visão tanto de observações limitadas, quanto de experiências limitadas. Difícil é perceber tal limitação. 

O sapato apresentado na foto, embora apresente apenas duas cores, agora parece mesmo um sapato colorido. Cada um apresentando sua certeza de cor. Mas, o mais instigante, é quando o outro diz: não acredito, você não está vendo que o sapato é cor de Rosa? Nossa! Está cego eim...

Nossos próprios limites devem atingir os outros também. Desta forma, nos tornamos iguais e não serem diferentes com experiências distintas. O que vejo, o que sinto, o que percebo, deve servir de referência para os demais.

Nós seres humanos somos seres gregários. Quando alguém destoa da nossa forma de pensar, isso pode soar como uma ameaça de distanciamento. A partir daí, buscamos formas de fazer com que a pessoa venha para perto, e esse “está perto”, pode gerar conflito quando não bem administrado. Por exemplo, usar a imposição de ideias como ferramenta, um processo às vezes inconsciente, em busca da aproximação daquele que se afasta.

Qual a cor do sapato?

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

O Estranho

 O estranho


Aceitar forasteiros foi sempre difícil. Nossos ancestrais viviam em luta constante, conflitos por medo dos ataques de estranhos. Eles Construíam grandes muralhas, fortes. Limites territoriais sempre foram estabelecidos. Medo do forasteiro e o ataque iminente. A autopreservação ditando regras. Mesmo não havendo uma ameaça real, a opinião contrária pode significar ameaça também.

Forasteiros na atualidade podem ser todos aqueles que pensam ou se comportam de maneira distinta da nossa. Nos sentimos ameaçados de pronto. Ainda não nos livramos totalmente dos hábitos de nossos ancestrais. Algumas vezes basta uma opinião contrária para suscitar inimigos em posição de ataque. Já não sabemos mais se somos nós contra eles ou eles contra nós. Quem sabe todos contra todos. A autodestruição.

Tomar consciência desse estado mental pode ser um bom começo que irá nos ajudar a administrar conflitos.

Prof. Waldez Pantoja

domingo, 14 de junho de 2020

Certo ou errado?



É muito comum com base em conclusões pessoais, emocionais, às vezes pouco racionais, outras precipitadas, quem sabe até pueril, inferirmos que algo é certo ou errado, mesmo que nenhuma normativa regule a decisão.

Mesmo que não esteja devidamente regulada, normatizada, a sociedade, legítimiza o certo e o errado em muitas situações.

Mas como chegamos a tais conclusões? A subjetividade dos termos servem de base para o julgamento dos resultados das ações. Resultado positivo, certo. Resultado negativo, errado.  E quando um resultado é positivo ou negativo? A priori, quando esperado, quando nos faz bem, quando faz bem aos outros. Mas será que quando faz bem também ao outro? Dizemos ser positivo quando está a nosso favor, ou não interfere negativamente em nosso cotidiano. Se interfere, assumimos como negativo, e portanto, tendemos a classificar como erro. 

Será que todos concordam com os resultados positivos ou negativos das ações? Neste ponto é que há a dissociação entre certo e errado. Porque o que para um parece certo, para outro pode parecer errado por uma questão simples de espectro sensitivo. Nem todos veem as mesmas cores, assim como também não ouvem as mesmas frequências e mesmas amplitudes, nem têm as mesmas experiências somestésicas.

O leão que caça a zebra, tem um dia feliz com um resultado positivo. A zebra que morre, nem tanto. Ficamos felizes com o churrasco de domingo. Talvez a vaca não. O dono da funerária agradece a Deus por mais um dia de trabalho. Amigos e parentes do morto, choram. Sem antes termos os resultados, a impressão que fica, é que, certo e errado, somente após os envolvido avaliarem o que cada um ganhou ou perdeu.

domingo, 17 de maio de 2020

Perdão - Um ato de inteligência


O perdão é fantástico, em seu mais profundo sentido, quer dizer, deixar ir, levantar, cobrir. A ideia é deixar de ser afetado pelo mal sofrido. Talvez tenha muito mais a ver com aquele que perdoa, pois recebe o benefício imediato, do que realmente com o outro. Quando o outro toma conhecimento que foi perdoado, recebe também o benefício. 

Quais os benefícios do perdão? 
  • O perdão diminui os níveis de ansiedade. Acalma a mente atribulada.
  • Controlando os níveis de cortisol, os níveis de estresse também são reduzidos, ajudando na saúde em geral, inclusive a saúde do coração.
  • Melhora o sono, um dos 4 pilares da longevidade e boa saúde física e mental.
  • Com o sistema imunológico prejudicado pelo estado de prontidão intenso,  o perdão ajuda a controlar e regular o sistema que boa protege de várias doenças. 

Por outro lado, aquele que deseja o mal ao semelhante, é o primeiro afetado negativamente. O cérebro não faz diferença entre ação ou apenas uma imaginação, pensamento. As áreas estimuladas no cérebro são as mesmas, tanto na ação quanto no pensamento maldoso. Isso gera de imediato certas emoções negativas que afetam tanto o corpo quanto a mente.

Perdoar não é esquecer, isso seria um contrassenso, não gera amnésia. Perdoar em última instância é deixar de ser afetado, retomar o controle da própria vida. 

O perdão é ainda um ato de aprendizagem, aprender a ter controle dos próprios atos diante de uma forte emoção que afeta os envolvidos. Quando não perdoamos, perdemos também o próprio controle de nossas emoções.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Aprender faz bem


Aprender é entender, compreender algo que não se entendia antes. Pode-se dizer ainda que aprender é descobrir qual a melhor maneira de fazer isso ou aquilo. Aprender é um processo de aquisição e retenção da informação.

O aprendizado é um processo de mudanças. Sempre que alguma informação é retida no cérebro, uma mudança ocorre. Desta forma, quem aprende também passa por uma profunda transformação. 

Segundo  Fisher (1999)  a criança já tem a predisposição para  a  aprendizagem. Mas, para que o aprendizado seja realmente efetivado, faz-se necessário a experiência. A exposição aos estímulos que levarão ao aprendizado. Naturalmente, todos em qualquer etapa da vida, são capazes de aprender, independe de idade, sexo e raça. Para algumas situações, quando maior a experiência de vida, também mais fácil o aprendizado. Portanto, idade não é um fator limitante, apenas uma questão de adequação.

Basta uma memória intacta para aprender. Se tem memória, é possível aprender. Se aprendeu, é porque tem memória.

O mais importante são os benefícios do aprendizado. Quanto mais se aprende, maiores as chances de uma vida com qualidade. Alimentação saudável, sono reparador, exercícios físicos e aprendizagem continua, compõem um quadro de excelência na qualidade de vida.

O aprendizado de um segundo idioma, o domínio de novas tecnologias, podem ativar regiões cerebrais "adormecidas",  sempre prontas a se desenvolver, mas precisam de estímulo. 

Que tal um novo projeto de vida? Aprender faz bem.

sábado, 18 de abril de 2020

A vida tem sentido?


Enquanto muitos questionam sobre qual seria o sentido da vida, outros tratam de viver e dar sentido a ela. Sim! Somente vivendo de verdade e não apenas assistindo os outros, é que começamos a atribuir valor a vida.

Mas o que seria viver de verdade? Para esta pergunta, o próprio pensador deverá fazer sua melhor análise e responder ele mesmo. Como nossas experiências são distintas, e cada experiência nos leva a uma reflexão, naturalmente que, as respostas também serão variadas, dada a individualidade de cada um. Nenhuma mais ou menos importante. O mais importante é entendermos que nós mesmos atribuímos sentido a vida.

Quando se pensa sobre a vida, uma boa analogia seria a massa de modelar que as crianças tanto adoram,  eu também. 

De posse da massa de modelar, as crianças criam, fazem, refazem, montam, desmontam, e começam tudo de novo. Aí está a graça da massinha, essa capacidade plástica, a possibilidade de a todo instante criar novas formas, que brotam com as ideias, sentem-se autênticas e produtivas.

Não foram poucos os filósofos e religiosos que um dia se detiveram a pensar sobre a vida e seu propósito. A geração atual também continua com tal questionamento. Alguns pensam mais, outros menos. Mas em algum momento da vida, todos nós paramos e buscamos uma resposta. 

As mudanças atuais se apresentam tão volumosas e rápidas, que mal nos adaptamos a uma novidade, e já surgem diversas outras com enorme poder de nos influenciar. Desafios propostos todos os dias. Cada época com seus próprios desafios. 

Os antigos, nossos antepassados também tiveram seus desafios e precisaram superá-los. Por isso, estamos aqui hoje, graças ao esforço deles. Aprendizagem contínua é a palavra de ordem desde a antiguidade até os dias atuais. Aprendemos hoje para que haja melhoramento também da geração futura.

domingo, 29 de março de 2020

Compartilhar ou não compartilhar?


Compartilhar o pão, pode salvar.
Reter o pão, pode matar.
Compartilhar amor, pode salvar.
Ódio e rancor, podem matar.

Compartilhar esperança, pode salvar.
Descrença e incredulidade, podem matar.
Compartilhar amizade, pode salvar.
Inimizade e solidão, podem matar.

Compartilhar ternura, pode salvar.
Indiferença e negligência, podem matar.
Compartilhar delicadeza, pode salvar.
Insensibilidade e frieza, podem matar.

Compartilhar conhecimento, pode salvar.
Ignorância e incompetência, podem matar.
Compartilhar afetuosidade, pode salvar.
Raiva e agressividade, podem matar.

Compartilhar a generosidade, pode salvar.
Egoísmo e soberba, podem matar.
Compartilhar caridade, pode salvar.
Impiedade e maldade, podem matar.

domingo, 22 de março de 2020

Meu tempo, nosso templo


O tempo é instigante, mas também intrigante.
O presente é o único momento em que alguma coisa pode ser feita. É tudo que temos, é quando podemos, é quando queremos, é quando fazemos.

O presente é um tempo interessante, onde ao mesmo tempo em que se planta, também se colhe. Alguns dormem.

O amanhã é uma expectativa, uma esperança. O futuro é sempre cheio de promessas, é distante, horizonte. Será que é também uma ponte? Há lições, isso nos move no presente, embora seja ele combustível ausente.

Ontem, apenas lembranças. Algumas boas, outras, nem tanto, mas talvez necessárias, também arbitrárias, sem possibilidade de alguma mudança. Que tal uma aliança? 

Aliado ou adversário? Não sei, pergunte a quem tem e a quem não o tem. Para o amante, falta-lhe tempo, severo rebento. Para o doente, tudo é muito lento, desalento, é truculento, também embotamento.

E para o encarcerado o que seria o tempo? Preso em suas próprias crenças, quem sabe demência, limitado, sonha um dia soltar as amarras, para aí sim, viver livre sem as experiências amargas.

"Com Deus não se brinca"


A vontade de punir o outro, desejo de vingança, é sempre maior do que a mensagem central do Cristianismo que alguns cristãos defendem sem conhecê-la de verdade. Ou não entendem o que é amar, ou não entendem quem é o próximo.

Não! Deus não está preocupado em punir alguém. Se o tivesse, ja teria exterminado não apenas uns, mas todos. Porque não há nenhum justo sequer. O homem cria seu próprio inferno sem a necessidade de um diabo como aliado.

Essa ideia de punição, castigo, vem de seres humanos. Deus está muito acima de qualquer ato, ideia, vontade, sentimento e emoção humana. Nossos atos não mudam a Divindade, não geram Nele emoção ou sentimento de vingança.

Domine suas emoções e deixe de desejar o mal aos outros. 

A linguagem antropopática ameniza a própria angústia daquele que que ansiosamente aguarda por uma pronta vingança. 

Deus não é refém da vontade humana, que quase sempre deseja mesmo é vingança quando contrariado.

O Corona Vírus não fará distinção; para ele não há cor, nem raça, nem religião, nem justo, nem injusto, livre ou condenado.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Esforço e Resultado


O mesmo esforço pode não trazer os mesmos resultados.

Não importa quão esforçada seja uma pessoa, sem os atributos tanto ambientais quanto genéticos, epigenéticos, e a codependência, incluindo a própria cultura, haverá sempre um em "vantagem" e outro em "desvantagem" na corrida. Por isso, não somos todos Einstein, nem Bill Gates, porque esforço apenas, não basta. 

Basta um déficit de micronutrientes na infância para moldar todo o futuro da criança. Alguns superam? Sim! Porque as experiências nunca são as mesmas e iguais para todos nas mesmas proporções.

O esforço, a busca, a determinação, a persistência, o caminho percorrido, essas coisas podem ter valor maior. 

Assim como a felicidade, se não for passageira, deixa de fazer sentido, perde seu valor intrínseco. O ar, a saúde,  quem tem, sequer percebe isso. 

Valorizamos o que não temos. Quando temos não desejamos, e logo a busca se reinicia; ansiedade, aflição, inquietação, desconforto, sofrimento, desespero, inveja, são alguns frutos dessa busca incessante. Mas também saciedade, para assim, desejar mais.


sábado, 29 de fevereiro de 2020

COMA MENOS PARA DURAR MAIS

75% do nosso corpo é composto de água. Passávamos pelo menos um terço de nossas vidas dormindo. Atualmente isso mudou para muitos. Hoje não mais precisamos caçar para nos alimentarmos, basta abrir a geladeira, sem nenhum esforço físico e o alimento está lá, muitas vezes até pré cozido. É só mastigar.
Nos últimos 50 anos as doenças autoimunes triplicaram. Diabetes tipo 1, psoríase, lúpus, esclerose múltipla, doença celíaca, fibromialgia, problemas na tireoide, entre outras de altíssima gravidade.
Falar de genética é falar de fatores desencadeadores dessas doenças. Gatilhos ambientais que respondem no “curto prazo”. Uma vez que o genoma humano não poderia mudar tão repentinamente assim. A epigenética, novo ramo da ciência, explica grande parte desses fatores ambientais influenciando a expressão gênica.
Viver mais sem qualidade de vida, não parece ser uma Ideia plausível. O ideal é que se viva bastante com o máximo de saúde em todos os sentidos. Não apenas a saúde física estrita, mas também a mental, social, financeira, emocional e tantas outras áreas.
Mas o que tudo isso tem a ver com comer mais e durar menos? Na verdade não é somente a quantidade, mas também a qualidade daquilo que comemos.
A vida hodierna tem nos levado a perda da qualidade de vida. Entre tantos fatores pode-se citar; a má alimentação, noites de sono mal dormidas, sedentarismo, o estresse diário, e, todos esses fatores contribuem para um sistema imunológico deficitário, não funcional. O que culmina com o desenvolvimento de doenças cada vez mais graves e resistentes a tratamentos convencionais. O estilo de vida moderna tem grandes efeitos negativos quando o assunto é qualidade de vida. As doenças cerebrovasculares e cardíacas, estão sempre no topo da lista das causas de mortes no mundo.
Alimentos transgênicos estão abarrotando os supermercados, que são a grande fonte de nossa alimentação. Alimentos processados de maneira tal, a agradar e nos fazer querermos repetir doses ainda maiores. Basta pensar e a boca já se enche de água. Salivamos ao menor sinal das guloseimas expostas nas gôndolas dos grandes mercados. Um cheiro, um único pensamento, uma frase que nos chama a atenção, o apelo é enorme. Quase tudo tem uma base de glúten geneticamente modificado. Açúcares, sal e gorduras maléficas em grande abundância.
Há poucos estudos em andamento sobre o efeito dos transgênicos em longo prazo, e os que estão em andamento, tem financiamento daqueles em que o maior interesse é demonstrar, que tais alimentos são super saudáveis. Os próprios produtores. Mas pesquisas feitas com animais, já nos dão certo vislumbre dos efeitos em humanos.
Em um estudo realizado na França com ratos, demonstrou-se, que 70% dos animais alimentados com transgênicos, morreram prematuramente de câncer.
Alguns alimentos geneticamente modificados; O trigo (grande fonte de glúten), a soja, milho, alfafa, algodão, diversos óleos produtos de sementes geneticamente modificadas, açúcar, frutas, legumes, a ração que engorda o gado, o frango, e até peixes criados em cativeiro, são apenas uma ínfima parte.
Nossos avós comiam quase tudo que comemos hoje, mas não produtos geneticamente modificados. Também não eram sedentários. O trigo por exemplo, não constituía porcentagens altas do total alimentar. E, também não tinham o mesmo nível de estresse, nem dormiam tão tarde e com tão pouca qualidade quanto hoje.
Sabe-se hoje que 95% da serotonina (hormônio do bem estar), é produzido nas regiões intestinais. Ou seja, um intestino não funcional, significa baixa produção desse hormônio que pode ser causar inclusive da depressão. 80% do sistema imunológico também é processado no intestino. Tamanha a é importância de se ter um intestino saudável.
Diante do exposto, a pesquisadora americana Dra. Amy Myers, fez um amplo levantamento desses fatores e o resultado não é nada animador. Mas, felizmente, é possível sim, adequar a nossa alimentação e estilo de vida de maneira tal, a nos proporcionar qualidade de vida, não apenas na velhice, mas também na juventude.
Muitas doenças degenerativas têm sido relacionadas com o intestino, inclusive a doença de Parkinson. e outras.
Myers faz seu relato no livro: Doenças Autoimunes. E vários são os conselhos para que possamos fazer tais ajustes, e quem sabe, até envolver a própria família e amigos em busca de uma vida saudável com qualidade.
A seguir alguns conselhos úteis
• Boa noite de sono reparador. Pelo menos 7,5 horas. Adolescentes e crianças precisam de mais horas de sono.
• Praticar exercícios físicos vigorosos. Aeróbicos.
• Eliminar por completo o glúten que é fonte de processos inflamatórios e deixa o intestino permeável.
• Cuidar da saúde intestinal. Um intestino permeável pode desencadear uma série de doenças. Muitas inclusive quando abusamos dos de anti inflamatórios e antibióticos que matam as bactérias benéficas que vivem em nosso corpo.
• A hidratação. Entre dois a dois litros e meio de água dependendo da estrutura física e atividade.
• Evitar os laticínios e seus excessos.
• Evitar os excessos de carboidratos.
• Preferir uma dieta com base em alimentos orgânicos. Agrotóxicos são fonte de várias doenças inflamatórias.
• Buscar controlar o estresse crônico. Um estado de prontidão permanente debilita todo o sistema imunológico.
• Controlar infecções.
• Álcool, frituras, sal e açúcares, devem ser evitados
• Tomar pelo menos meia hora de sol todos os dias. Desta forma a vitamina “D” é sintetizada no corpo.
• A meditação tem grandes resultados positivos no controle do estresse também.
• Cuidado com a quantidade e qualidade dos alimentos. Alimentos saudáveis em grandes quantidades, se tornam venenos.
A interação Social é muito importante. Desde que seja saudável. Que eleve nossos níveis de serotonina, dopamina, oxitocina e endorfinas.
Alimentos tanto podem curar quanto nos adoecer e até matar. A chamada Medicina funcional tem por base a cura com base nos alimentos e o controle do ambiente que nos afeta. Aquilo que comemos, determina nosso nível de saúde. A medicina convencional busca a cura nos fármacos, drogas que sempre trazem efeitos colaterais, às vezes, tão graves quanto a própria doença.
Conclui-se que, a genética nem sempre é determinante. Para que muitas doenças se desenvolvam, é necessário um gatilho que dispare, ative aquele gene que vai nos afetar.
Fonte: Livro “Doenças Autoimune”. Amy Myers (2017)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Os outros


Os outros são idiotas
Os outros são imbecis
Os outros são tolos
Os outros são frívolos...

E nós?

Nós somos eruditos
Nós somos sábios
Nós somos inteligentes
Nós somos diligentes...

E os outros?

Os outros são intolerantes
Os outros são arrogantes
Os outros são pedantes
Os outros são ignorantes...

E nós?

Nós somos altruístas
Nós somos benevolentes
Nós somos confiáveis
Nós somos responsáveis...

E os outros?

Os outros são apenas os outros, e nós somos nós, cheios de nós mesmos. Em algum momento nós também nos tornamos os outros porque a régua é a mesma.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Cristianismo Prático e o Ideológico


"Meu Deus me perdoe, mas essa desgraça deveria morrer, e sofrendo bastante". Esta frase ouvi hoje na fila de um supermercado.

Não há dúvida que, diversos preceitos do Cristianismo são de enorme importância, não apenas para o Cristão, mas também para a humanidade. 

Amar o próximo como a si mesmo; perdoar 70x7; oferecer a outra face; visitar os órfãos e as viúvas; misericórdia para com os pobres; ajudar os necessitados, e tantos outros. O amor aparece como grande fundamento, algo de enorme importância, condição "sine qua non" no Cristianismo. Trata ainda do julgamento injusto e farisaico, quando condeno no outro meus próprios defeitos e delitos.

No Cristianismo o comportamento do hipócrita também é condenado. Para Chomsky, a hipocrisia é a recusa em aplicar a nós mesmos os valores que buscamos nos outros. Não passa de uma representação teatral,  uma forma de enganar a si próprio cobrando nos demais aquilo que o próprio não o faz. 

Amar o próximo como a si mesmo. Na prática, o próximo é um sujeito igual, semelhante, aquele que não destoa das minhas "certezas", crenças e idiossincrasias. Mas esta descrição não seria a do fariseu?

Imaginemos todos esses preceitos sendo postos em prática. Dada a imperfeição humana, essa prática contínua, pode-se demonstrar bem difícil, mas não impossível. Aliás, o próprio Paulo atribui ao pecado essa dissonância entre a prática real e o querer idealizado. O pecado, ou seja, o desvio do alvo proporciona este estado divergente.

Há sim um ideal, um querer, uma racionalidade a ser aplicada, mas também práticas que não se coadunam, estados emocionais que desviam o ser. 

Desta forma, o Cristianismo prático, muitas vezes é ofuscado pelo Idealismo. Idealiza-se algo, prega-se, propaga-se, mas a prática não acompanha as mesmas ideias propostas. A parábola do bom samaritano, vira apenas uma boa parábola, sem a prática efetiva. Ideias!

Um tema central no Cristianismo é a mudança, a transformação do ser. Mas muitos querem mesmo é a punição, se possível, imediata. Fogo eterno hoje. Enquanto há vida, há esperança, dizem muitos.

Prega-se o que se ouviu falar, mas se pratica-se aquilo que crer de verdade. Aí reside uma dissonância enorme.

E se todo Cristão colocasse em prática exatamente o que prega? Com certeza teríamos um mundo muito melhor;  muito mais amor, compaixão, empatia, uma vida dedicada para o bem de todos.

"Meu Deus me perdoe, mas essa desgraça deveria morrer, e sofrendo bastante". Quanta incoerência entre prática e crença propagada. Claro! Somente os outros fazem isso.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

A meritocracia, falácia crível


Como se pode falar em meritocracia sabendo que as condições da corrida são desiguais? As desigualdades abrangem fatores endógenos e exógenos. Ou seja, internos e externos.

Seres humanos são biológica e geneticamente desiguais, e, em muitos casos, essas diferenças nos impõem limites e vantagens. Há diversas outras limitações, algumas impostas pelo meio. As condições sociais e econômicas são exemplos.

Algumas lebres correm mais do que outras, mas mesmo a que menos corre ganha da tartaruga por questões naturais. No entanto, a lebre que jamais desenvolveu sua nata aptidão de corredora, perde fácil para a tartaruga. Basta impor a ela um sistema de atrofia muscular.

Surdos não falam porque jamais ouviram a voz humana no período crítico do desenvolvimento, e não por problemas nas cordas vocais.

Em um experimento clássico, ficou demonstrado que uma experiência na infância, deixa gatos cegos para o resto da vida. Basta costurar as pálpebras assim que nascem. Passado o período crítico do desenvolvimento da visão, mesmo abrindo os olhos, os gatos cotinuam cegos. O cérebro não desenvolveu a área responsável pela visão.

Para muitas questões, nós nos tornamos cegos porque jamais fomos expostos a uma experiência de desenvolvimento capaz de nos fazer enxergar.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A inveja. Uma lástima!


Inveja é a tristeza pela felicidade dos outros, exultação pela sua adversidade e aflição pela sua prosperidade. (Tomás de Aquino).

Outro fator característico da inveja é que invejamos apenas alguém próximo. A inveja é uma incapacidade de reconhecer uma falha minha ou reconhecer o próprio fracasso. Inveja vem do latim "invidere" que significa "não ver". (Leandro Karnal).

Quem inveja vida boa de gato esquece que, se o fosse e a tivesse, jamais o saberia. (Agostinho - Filósofo Português).

Os relatos bíblicos estão recheados do termo, inveja. Por causa da inveja, Caim mata Abel. A partir daí, a ideia se prolifera nos textos seguintes.

Interessante notar que a inveja como algo malévolo, maldito, odioso, um grave pecado, não nos pertence, ela é sempre um defeito do outro. 

Na impossibilidade de dizer fracassei, errei, não consegui, o melhor e o mais curto caminho é dizer: a culpa foi dele, olho-grande. Essa é nossa tendencia diante do próprio fracasso, tratar de encontrar um culpado.

A inveja produz uma reação em cadeia; ódio, raiva, ira, tristeza, melancolia, emoções e sentimentos arrazadores. Minam tanto a saúde física quanto a mental.

O invejoso se sente muito mais incomodado com o sucesso alheio, com a felicidade do outro, do que com o próprio fracasso. Até porque, para o fracassado há sempre um culpado, o outro. Isso conforta.

A ideia é nos alegrarmos sempre com o sucesso dos outros, é até uma questão de inteligência. Porque o sucesso do amigo, também nos alcança positivamente. A não ser, que o sujeito seja tomado pela inveja, aí sim, as substâncias químicas que em níveis regulados nos favorecem, em excesso nos matam; adrenalina e cortisol. Ao mesmo tempo decai serotonina (bem-estar) e dopamina (motivação). Uma lástima!

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Armas Nucleares



Talvez armas muito mais potentes estejam sendo construídas, e não por mentes tão brilhantes. Nós, os conectados, podemos estar contribuindo com essa construção. 

A Inteligência Artificial está em curso, e, a cada acesso na rede mundial, a internet, um linha de comando é adicionada. Estamos cada dia mais dependentes, sendo preparados para em breve, respondermos a comandos automáticos, os famosos algoritmos. Em parte, isso já ocorre. Confiamos muito mais nas dicas da voz melosa do GPS, do que em nossa própria intuição. E naturalmente, na maior parte das vezes, a voz tem razão. 

Tentei discordar da voz, e meu percurso levou 13 minutos a mais, mesmo sabendo que o trajeto era menor em quilômetros. Eu não contava com a onisciência da voz, que sabia de um enorme engarrafamento que eu desconhecia. 

Estamos de alguma forma terceirizado nossas habilidades cognitivas. Não mais memorizamos números de telefones, não há razão para isso. Tudo está armazenado na memória do celular. Quase não nos exercitados, ainda mesmo que uma ou duas horas gastas na academia, passamos a maior parte do dia fisicamente inertes.

Em breve, quem sabe, o domínio da inteligência artificial, seja capaz de estabelecer sua ditadura. Um processo em curso, sequer conseguimos percebê-lo. 

Quem ou o que deterá o poder?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Crenças Limitantes



Crenças limitantes geram comportamentos que impedem a pessoa de progredir, avançar, aprender. Crenças limitantes nos tornam reféns de nós mesmos. Para todo e qualquer conflito, há sempre um culpado, quando não culpa o outro, trata de culpar a si mesmo. As crenças limitantes mantém nosso status quo, sem grandes mudanças significativas, positivas. Tais crenças minam a nossa confiança e geram insegurança. 

Crer que nasceu assim, que é um fracassado, que a vida é difícil, que não consegue mudar, que mudanças promovem estresse e desgaste, que pessoas não mudam, são algumas crenças limitantes que perturbam, atrasam e bloqueiam o desenvolvimento pessoal. Se a crença não promove desenvolvimento, se não nos leva a um objetivo, ela pode ser uma crença limitante. 

A crença de desenvolvimento não é apenas um forma de pensamento positivo, mas sim pensamentos que geram ações positivas, que levam a pessoa a buscar o melhor, tanto para si mesmo quanto para seu semelhante. O esforço, a determinação, a persistência, a disciplina, o foco, o entusiasmo, são mais importantes do que a crença que me torna pseudo detentor de uma inteligência superior.

Grande parte do que buscamos não está no mundo lá fora, está dentro de cada um de nós. Aquela força que nos faz dar o passo da vitória quando já pensávamos em desistir, quando nos sentíamos derrotados. Sorte dos que aprendem com os próprios conselhos que dariam aos outros. Sim! Cada um de nós tem a resposta certa, mas muitas vezes somente queremos aplicá-las aos demais, aos amigos, ao desconhecido, quando na verdade, nós é que delas mais necessitamos.

Quase sempre precisamos nos tornar surdos a conselhos vazios, críticas desonestas, opinião que apenas quer nos tornar igual aquele que a emite, nivelado por baixo. 

Grande parte das críticas, por exemplo, não passam de críticas e julgamentos sem nenhum resultado prático que levem a algum crescimento, mas ainda assim se dá crédito a elas como se fossem grandes verdades.

Cumpre a cada um com crenças limitantes, ressignifica-las, mudar. Não consigo, muda-se para, sou capaz e vou buscar uma solução. Irei me empenhar mais, dedicar mais tempo, tentar novas alternativas, já que esta não está me rendendo resultados positivos. Ressignificar não é apenas dar novo significado, mas implica mudança, buscar rotas alternativas sem perder o foco. Buscar novo sentido, fazer valer a pena.

A jornada é longa, pode ser difícil, mas nunca impossível. Basta um passo a mais, aquele mesmo passo inicial, é o mesmo que nos mantém no rumo certo. Vitória! 

Porque o espetáculo da vida é viver.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dinheiro, a raiz de todos os males?


"Dinheiro, a raiz de todos os males". 

A frase é bem citada no meio cristão, embora haja um equívoco na citação. Não! A Bíblia não diz que o dinheiro é a raiz de todos os males, até porque, muito antes da invenção do dinheiro, o mal já existia. Logo, o mal é anterior, e o dinheiro não pode ser causa.

O livro sagrado diz que o AMOR ao dinheiro é a raiz de todos os males. Naturalmente que a palavra dinheiro traz diversas conotações, qualquer apego acima do Criador pode se tornar um mal na vida da pessoa. Uma inferência do apego aos bens materiais, isso sim, pode causar transtorno na vida de muitos.

Talvez a ideia principal seja realmente não trazer para si, não acumular fardo, não querer em demasia aquilo que não se necessita, que sequer se consegue carregar. Dessa forma, podemos caminhar, seguir a vida leve e livremente. Grande parte do que buscamos comprar, adquirir, são bens inúteis, sem utililidade prática alguma, a não ser para aquele que as vende.

Vivemos rodeados de coisas inúteis, e nem tomamos consciência de sua inutilidade, mesmo quando de posse delas. Ainda assim, por não termos, as desejamos, quando temos, não valorizamos e então voltamos a desejar mais. São diversos fatores que nos levam a tal comportamento, um deles é a influência do meio social. Logo descobrimos que sem os fardos desnecessários, também viveríamos, quem sabe até melhor.

Adelante! Porque o espetáculo da vida é viver.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Natureza X Criação



Ainda hoje um debate segue seu curso sobre quais atributos herdamos, e quais são produtos de uma criação, ou seja, natureza versus ambiente.

Em 1890 o Psicólogo William James, afirmou que as pessoas já nascem com certas tendências herdadas geneticamente.

Francis Galton (1822-1911), elaborou diversos estudos em busca de respostas sobre a personalidade. Segundo Galton, a personalidade é constituída por natureza e criação.

Para Galton a personalidade é formada por duas fontes, ou dois elemento distintos. A natureza e a criação. Sendo a natureza aquilo que herdamos geneticamente de nossos país. Já a criação refere-se a tudo o que experimentamos a partir do nascimento.(elementos ambientais).

A natureza nos impõe certos limites que podem até ser rompidos, mas quando houver um embate entre natureza e criação, a tendência é a natureza levar certa vantagem.

Ambas, natureza e criação(ambiente), participam da formação da personalidade, e, muitas habilidades e aptidões, podem ser aprimoradas por meio do treinamento e da aprendizagem. Mas, de nada adianta as questões inatas sem exposição ao meio facilitador. Os mais dotados pela natureza privilegiada, podem ser atrofiados por uma criação deficitária. E, os menos dotados, podem desenvolver habilidades, talentos, quando expostos ao meio facilitador.

Hoje, tanto psicólogos quanto neurocientistas, reconhecem que natureza e criação, participam ativamente desse processo, e são cruciais para o desenvolvimento humano. São interações complexas com resultados nem sempre previsíveis.

Quais as implicações quando se crer que somente a natureza dita as regras? Várias! Mas a falta de empenho, pode ser um fator limítrofe, por exemplo. Acreditar que se nasce inteligente e não se torna inteligente, irá determinar o nível de desenvolvimento do individuo. Pois, uma vez crendo que não se tem aptidão por natureza, também não haverá esforço para alcançar um grau de excelência desejado.

Por outro lado, quando se acredita que a prática leva à perfeição, habilidades e talentos podem ser construídos a partir do esforço, empenho e dedicação.