A polêmica do aborto
Ser a favor do aborto quando seu direito ao nascimento foi respeitado, parece ser algo bem contradizente. Para dizer o mínimo. Negar ao outro um direito que lhe foi garantido.
Ao terceiro mês, diversos órgãos já estão em pleno funcionamento. O feto já apresenta alguns movimentos, o coração já faz o sangue circular, e outros.
E se o feto pudesse reclamar da agressão sofrida? Ora! Ele faz exatamente isso, mas não é respeitado. Alguns reflexos autônomos já respondem, embora a consciência não esteja desenvolvida na mesmo proporção da encontrada em adultos, ele “esperneia”. Em vão, claro!
“Toda situação de estresse atinge o feto”, resume a neuropsiquiatra infantil Theodolinda Mestriner Stocche, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto (SP). - E, naturalmente o aborto é uma situação de estresse, tanto para a mãe, quanto para o feto.
Fetos reagem inclusive aos exames de ultra-som. A partir do segundo mês, ele já reage às condições hormonais absorvidas da mãe. Adrenalina da mãe, atinge o bebê também.
Conclui-se que, o direito que me foi garantido, devo eu também garantir ao outro exposto às mesmas condições. Uma questão ética, e moral também, segundo os padrões da nossa sociedade. Assegurar ao outro o mesmo direito que me foi garantido.

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