domingo, 23 de fevereiro de 2020

A meritocracia, falácia crível


Como se pode falar em meritocracia sabendo que as condições da corrida são desiguais? As desigualdades abrangem fatores endógenos e exógenos. Ou seja, internos e externos.

Seres humanos são biológica e geneticamente desiguais, e, em muitos casos, essas diferenças nos impõem limites e vantagens. Há diversas outras limitações, algumas impostas pelo meio. As condições sociais e econômicas são exemplos.

Algumas lebres correm mais do que outras, mas mesmo a que menos corre ganha da tartaruga por questões naturais. No entanto, a lebre que jamais desenvolveu sua nata aptidão de corredora, perde fácil para a tartaruga. Basta impor a ela um sistema de atrofia muscular.

Surdos não falam porque jamais ouviram a voz humana no período crítico do desenvolvimento, e não por problemas nas cordas vocais.

Em um experimento clássico, ficou demonstrado que uma experiência na infância, deixa gatos cegos para o resto da vida. Basta costurar as pálpebras assim que nascem. Passado o período crítico do desenvolvimento da visão, mesmo abrindo os olhos, os gatos cotinuam cegos. O cérebro não desenvolveu a área responsável pela visão.

Para muitas questões, nós nos tornamos cegos porque jamais fomos expostos a uma experiência de desenvolvimento capaz de nos fazer enxergar.

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