domingo, 22 de março de 2020

Meu tempo, nosso templo


O tempo é instigante, mas também intrigante.
O presente é o único momento em que alguma coisa pode ser feita. É tudo que temos, é quando podemos, é quando queremos, é quando fazemos.

O presente é um tempo interessante, onde ao mesmo tempo em que se planta, também se colhe. Alguns dormem.

O amanhã é uma expectativa, uma esperança. O futuro é sempre cheio de promessas, é distante, horizonte. Será que é também uma ponte? Há lições, isso nos move no presente, embora seja ele combustível ausente.

Ontem, apenas lembranças. Algumas boas, outras, nem tanto, mas talvez necessárias, também arbitrárias, sem possibilidade de alguma mudança. Que tal uma aliança? 

Aliado ou adversário? Não sei, pergunte a quem tem e a quem não o tem. Para o amante, falta-lhe tempo, severo rebento. Para o doente, tudo é muito lento, desalento, é truculento, também embotamento.

E para o encarcerado o que seria o tempo? Preso em suas próprias crenças, quem sabe demência, limitado, sonha um dia soltar as amarras, para aí sim, viver livre sem as experiências amargas.

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