Certamente as experiências se acumulam com o tempo. Se haverá ou não aprendizado, isso dependerá daquele que passa pelas experiências.
Não nos tornamos mestres de nós mesmos em um dia. Isso pode levar uma vida inteira. O aperfeiçoamento é um trabalho diário de constância e disciplina. De repente, sem esperar, cometemos o mesmo erro de antes.
Somos facilmente moldados pelos nossos pensamentos e hábitos que geram diversas emoções, que por sua vez geram novos pensamentos. Um ciclo que não cessa jamais. É contínuo. Por isso, a vigilância também deve ser constante.
Todos nós sabemos que diante de certas emoções não deveríamos tomar decisões imediatas. Precisamos de tempo para refletir e fazer a melhor escolha.
Diante desse fluxo permanente esquecemos o que havíamos aprendido. Frente a uma forte emoção, as funções executivas, aqueles responsáveis por habilidades cognitivas necessárias para controlar nossos pensamentos e as respostas emocionais, se tornam obscurecidas, inacessíveis. Necessitamos de tempo.
Nossas emoções são alertas, funcionam como um sinal, chamam a nossa atenção para que possamos tomar uma decisão apropriada, um impulso que nos move. Mas é a razão que devemos usar para melhor direcionar e regular as nossas emoções. Expostos aos estímulos, respondemos com uma emoção, se não a regularmos, iremos continuar agindo sempre no automático. Tornamo-nos reféns de nossos próprios hábitos até começarmos a trabalhar a autoconsciência identificando a causa, a raiz da emoção que se apresenta.
Nada é pesado se encararmos com leveza; nenhum fato precisa provocar ira se não depositarmos ira ao fato. [...] O que importa não é como a ofensa é feita, mas como é recebida. (Sêneca).
Não se regula uma emoção sem o uso da razão.
Waldez Pantoja
Especialista em Neurociências Clínica.

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