Nós deveríamos ser os maiores especialistas em nós mesmos. Por nos esquecemos disso, terceirizamos essa competência e passamos a viver de acordo com a superficialidade de julgamento, juízo e opinião do outro sobre nós.
Ninguém sai impune quando convive com o outro. Tanto influenciamos quanto sofremos influência de diversas formas. Como seres gregários que somos, a dependência um do outro é um padrão a ser sempre observado. Aquele comportamento que condenamos no outro, pode muito bem ser fruto da convivência absorvida a partir de nós mesmos.
Vale sempre uma observação comportamental em nosso convívio diário. Quando nos concentramos única e exclusivamente no comportamento tanto do outro quanto também no nosso, e não nas causas da conduta, deixamos nos levar pela superficialidade. Tornamo-nos limitados sem nenhuma compreensão aprofundada da situação.
Apressadamente condenamos o outro quando nos deparamos com aquilo que não toleramos dentro de nós mesmos. Isso porque a dor é insuportável. Ela está lá, latente e pronta para uso. Uma forma de desviar o foco de nós mesmos apontando a mira para o outro. O processo pode até ser automático e inconsciente.
Marc Brackett nos apresenta algumas estratégias que podemos utilizar buscando regular as nossas emoções:
O controle da respiração consciente. Respiração controlada diante de um estímulo emocional desconfortável.
A antecipação - podemos modificar o nosso ambiente antecipando as respostas escolhendo qual queremos aplicar.
O desvio da atenção - mudar o foco, analisar e buscar alternativas para podermos obter a melhor resposta aos estímulos.
Nada disso é fácil sem um longo período de autoanálise e autoconsciência de nossos estados emocionais.
Waldez Pantoja
Especialista em Neurociências Clínica.

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