Se dependêssemos única e exclusivamente das opiniões dos outros, provavelmente teríamos uma vida insuportável. Vida sem direção. Levados pelas ondas, e depois largados em algum lugar, sozinhos e abandonados.
Ficamos surpresos só de imaginar que alguém possa ser capaz de viver desta forma. Pois saiba, essas pessoas existem. Entregam a própria autonomia aos caprichosos, as opiniões, as ideias, as certezas, as crenças daqueles que nenhuma referência têm sobre a vida da pessoa.
Até hoje, somos altamente suscetíveis aos ânimos e emoções daqueles que nos cercam, o que compele todo tipo de comportamento da nossa parte – imitar aos outros de maneira inconsciente, querer o que eles querem, nos deixar levar por sentimentos virais de fúria ou indignação. (Robert Greene).
Vez por outra, nós nos esquecemos, e terminamos entregando a nossa preciosa liberdade buscando agradar alguém que pouca ou nenhuma conexão tem com a nossa vida. Ou quem sabe, apresente uma conexão exageradamente manipuladora. E assim, busca nos controlar.
Essas tentativas de controle nos cercam por todos os lados; mídias sociais, amigos, noticiários, fofocas, boatos, intermináveis são os meios que tentam nos fazer caminhar por estradas indesejáveis. E não raras vezes, cedemos.
A prática e o exercício da autoconsciência, da reflexão, da liberdade, devem ser ações diárias, incessantes. O aprendizado é o único caminho para nos mantermos relevantes, ativos e distantes dos manipuladores.
Porque o espetáculo da vida é viver em plenitude e harmonia.
Waldez Pantoja

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