A desonestidade intelectual é um estado dissonante entre a defesa do que se prega, aquilo que se defende, e o ato que se pratica, distorcendo os fatos para que correspondam à própria opinião.
O homem intelectualmente desonesto não se importa com as consequências de suas ideias nem de atos defendidos. A base são as falsas analogias, a mentira, a hipocrisia, objetivando impor um juízo, muitas vezes enganando pessoas rasas de conhecimento a respeito daquilo que debatem ou defendem.
Os intelectualmente desonestos enganam milhares de pessoas com seus discursos baseados em falsas afirmações, premissas enganosas.
Os atos que defendiam e praticavam no passado se tornam espúrios hoje, porque agora, eles usam as mesmas práticas, as mesmas ações. Ou o que era espúrio no passado, agora se torna bem vindo, aceitável e tolerável.
A desonestidade intelectual se expressa tal qual um desvio de caráter latente, que no momento oportuno se manifesta. Um oportunismo desenfreado conduzido pelo vento que sopra.
O que hoje condena é o mesmo que antes apoiava, justificava, endossava certas ações dizendo tratar-se de atos justificáveis. Um praticante da desonestidade intelectual, também conduzido pelo vento que sopra.
Um ser moralmente doente, com valores abalados, deturpados, impedido de enxergar devido a volumosos antolhos que anulam e opacam a visão lateral. Pessoas que dizem condenar isso ou aquilo, não toleram essa ou aquela atitude, mas de repente passam a defender seus pares que cometem os mesmos atos que eles mesmos diziam condenar. Não são todos igualmente solidários entre si?
Ignore todas as partes ruins de uma pessoa, de uma coisa qualquer, e ela se tornará boa e aceitável.
Waldez Pantoja.
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