Quando a mente voa, se perde no caminho, deixamos de apreciar, desfrutar, talvez, o melhor que temos à nossa disposição. Sequer percebemos que o agora, na verdade, é o nosso maior presente.
De fato, não se perde o que passou nem o futuro, pois como tirar de uma pessoa aquilo que ela não possui? (Marco Aurélio).
Hoje pode ser domingo, sábado, qualquer dia da semana, mas não será jamais um dia qualquer. Basta para isso não se perder no meio do caminho. Não se ater naquilo que nos rouba a nossa paz. Coisas que nos tiram de onde estamos e nos levam para terra de outros. Problemas de outros. Conflitos de outros.
Há sempre um presente pronto a nossa disposição. E nunca ele está distante, mora perto, diante ou dentro de nós. Uma xícara de chá pode se tornar o presente que insistimos em desvalorizar dada a sua disponibilidade. Buscamos coisas escassas, difíceis, distantes, acreditando que o valor delas será maior do que aquilo que já temos em prontidão.
O canto da sereia que não vemos, mas ouvimos, ecoa em nossa mente, tenta nos jogar na arrebentação da onda contra as pedras que têm potencial suficiente para nos tornar náufragos. Um canto mortal que nos tira o melhor e nos faz navegar nas águas turbulentas do passado, quem sabe do futuro distante.
O sacerdote budista Sochoku Nagai diz o seguinte: “Assim que você torce um pano de chão, você tende a querer secar aquele ponto, e depois outro, e outro”.
Quem diz que não há mais nada a fazer é porque decidiu parar de buscar algo que possa ser feito agora. Apenas uma escolha.
Porque o espetáculo da vida é viver em plenitude, em harmonia consigo mesmo.
Waldez Pantoja
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