De alguma maneira formamos nossas opiniões e fundamentamos algumas certezas sobre pessoas. Isso ocorre muito rapidamente. Bastam alguns segundos e já temos uma opinião formada.
Algumas vezes falhamos, outras vezes acertamos. Mas isso ainda não define uma pessoa. O momento seguinte pode ser outro e tudo muda. Nós mudamos, e também muda o outro.
Isso ocorre porque são falhos os sentidos que usamos para categorizar pessoas. Nossa visão e os demais sentidos são sempre superficiais e limitados.
Outro motivo são os contextos. Ninguém é permanentemente nada, apenas está. Ninguém é triste, apenas está triste em um determinado momento.
Falhamos sempre que tentamos definir uma pessoa por sua emoção momentânea.
O outro é o outro, e nossas opiniões na verdade, dizem muito mais sobre nós mesmos; nossas falhas, nossos anseios, nossas frustrações e nossas expectativas não atendidas.
Um ótimo pensamento estoico: "não julgamos o comportamento alheio, mas sim o nosso refletido no outro". Há algo em nós que não gostamos, não admitimos, e assim, apontamos o dedo tentando nos esconder atrás de nós mesmos.
Waldez Pantoja

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