Às vezes nós sabemos o que fazer, mas não sabemos como fazer. Não parece haver um caminho, um norte a ser seguido.
Ser inteligente não tem nada a ver com agir inteligentemente. São competências diferentes.
Resolver uma equação complexa mais rápido do que os demais pode ser considerado como inteligência. Aplicar essa resolução no dia a dia, na hora da necessidade é agir inteligentemente.
Talvez a maior competência que um ser humano possa ter seja manter as próprias emoções sob controle. Agir inteligentemente quando a situação pedir. Isso significa não deixar que o estímulo fortaleça emoções que não queremos fora de controle.
Quando direcionados unicamente pela emoção e não pelas evidências da razão, isso pode embotar nossas escolhas. E assim, deixamos de agir inteligentemente.
As pessoas com quem nos relacionamos são os moduladores, exercendo um papel de apaziguamento ou exacerbação de acordo com as circunstâncias e sua influência. A raiva, o ódio, o ciúme, por exemplo, crescem ou se abrandam de acordo com as propostas do meio, os gestos, conselhos ou esclarecimentos nele prodigados. (David Le Breton).
Uma grande pedida é o aprendizado contínuo através da autoconsciência. Nós seres humanos nascemos prontos, preparados para o aprendizado. E assim é durante toda a infância. Aprendemos tudo muito rápido, até nos darmos conta das dificuldades que envolvem o aprendizado, e aí, já não mais investimos em nosso próprio desenvolvimento.
Todo nosso contato com o outro é uma porta aberta para o aprendizado. Deixamos de aprender quando não buscamos desenvolver nossa habilidade de escutar, só queremos falar, expor, e às vezes, até impor nossas próprias ideias. Eis uma oportunidade para agir inteligentemente.
Não é o outro, o problema está dentro de nós. Onde quer que eu vá meus problemas irão comigo. Não há problema no mundo lá fora, nunca houve. São as nossas percepções, a maneira como interpretamos a damos significado às circunstâncias que geram tais problemas e tensões no dia a dia.
Quando descobrimos o que fazer, precisamos também buscar os meios de como fazer o que precisa ser feito.
Waldez Pantoja

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