Não! Não quero falar de sons produzidos por outros seres humanos, mas sim das ações. Não apenas as deles, mas também as minhas ações perturbadoras.
É fácil percebermos as ações dos outros, aquilo que nos incomoda, que nos afeta, o que é difícil é perceber, tomar consciência das nossas próprias ações, aquelas que incomodam também os demais. Até porque grande parte dessas ações são automáticas, reativas. Talvez este seja até um mecanismo evolutivo que nos prepara para a sobrevivência, sem nos darmos conta de que, a sobrevivência, só é possível com a participação do outro. Sozinhos, não vamos a lugar algum. Antes de nós, alguém, no mínimo, preparou o caminho que agora trilhamos.
Pensar criticamente não é tarefa fácil, simples. Isso porque, muitas vezes terminamos expondo nossas próprias feridas, nossas dores. Muitos dos nossos próprios problemas, só podem ser resolvidos se a demanda do outro for atendida. Enquanto isso, o barulho do outro continua a nos incomodar.

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