Um mundo de contra senso, a prática para o outro.
Gandhi dizia que, bastaria o Cristão aplicar a si mesmo aquilo que ele prega aos outros, e o mundo seria bem diferente. Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra, mesmo quando o erro cometido lhe traga algum benefício. A vida é o todo indivisível. Talvez fosse ele mesmo um poço de contrasenso.
O falso Cristão deve ter uma vida desgraçada. Aquele que diz a todos que devemos "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos", mas ele mesmo, está distante da norma pretendida, aplicada somente ao outro. A teoria dissociada, que distancia a prática.
Quando alguém diz que devemos amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, mas não demonstra isso na prática, ele quer significar: "você tem deveres para comigo, mas eu, nenhum para com você".
Tendo a mente cauterizada, como se sofresse de "anosognosia espiritual", desconhece a própria doença, gerando assim, a dissonância entre teoria do que se prega e a prática que exige do outro. Escutamos opiniões que nos satisfazem, mas não ideias que nos levem a reflexões intensas.
Richard Feynman dizia: “Não engane a si mesmo, mas saiba que, você é a pessoa mais fácil de ser enganar.”
Uma boa teoria quando não seguida de ótimas práticas, continua sendo apenas uma teoria com pouquíssima ou nenhum diferença. O propósito de aprender não é confirmar nossas crenças, e sim fazê-las evoluir.
Como diria um certo discípulo chamado Thiago: "A fé sem obras é morta".
Waldez Pantoja
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