"Tu podes ir, e ainda que movas o teu corpo, é possível que permaneças inerte, parado, com a mente estagnada".
Certamente não queremos nos tornar apenas construtores ou leitores de mapas. Sabendo que o mapa não é o território, é tão somente uma representação, faz-se necessário a experiência do território real percorrido. É através da experiência da ativação do nosso sistema sensorial que percebemos os cheiros, os sons, os sabores, a textura das coisas, e assim, construímos uma visão consciente e não apenas automática diante da realidade exposta.
Percorrendo o território e não o mapa, aprendemos como nossas certezas se decompõem e novas dúvidas surgem. Uma oportunidade única para um novo aprendizado. Nenhuma viagem será a mesma, não importa o destino.
Confrontados com novas ideias, terminamos por precisar exercitar a tolerância e buscar entender os diversos porquês da própria existência. A estrada e não o mapa nos proporciona tais experiências. Mudam os ares, mudam os cheiros, mudam os sabores, mudam as ideias que nos mantém confinados dentro de nossas próprias certezas.
Sob o domínio da escassez, perdemos um tempo precioso em busca de mais daquilo que já temos. E assim, a oportunidade das novas experiências se esvai, se dissipa. Nada será abundante, nada será pleno.
A curta viagem realizada vale muito mais do que aquela que jamais saiu do papel, que ficou somente nos traços do mapa, na mente onde abundam os devaneios.
"Porque o espetáculo da vida é viver".
Waldez Pantoja
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