No mundo dos extremos e alta velocidade, já não temos mais certeza e nem garantia de nada. Talvez alguma esperança.
Deseja-se que tudo seja apresentado em velocidade extrema, tudo muito rápido. Nem bem nos acostumamos a uma novidade, e logo, esta já se torna ultrapassada.
Carros mais rápidos, aviões mais velozes, internet ultra, até o lanche, o almoço, os relacionamentos logo são dissipados. E assim, um novo modelo, uma nova ordem assume o lugar da anterior já sem grande utilidade percebida.
O medo, o pânico, o desespero, a ansiedade assolando a humanidade em todos os recantos. Ninguém mais está seguro. A certeza agora cede lugar à incerteza. Continuamos a criar um mundo de hesitações e indecisões, tudo muito rápido e fluido.
A alta velocidade espalha doenças, notícias, boatos, gerando angústia e dúvidas.
Um pequeno punhado continuará a dominar as multidões apressadas, nem se dão conta da manipulação sofrida. Pessoas correm agitadas de um lado ao outro como se realmente aquele fosse seu último dia de vida, e às vezes, é mesmo.
Quem dita as regras, de onde vem tanto imediatismo? A essa velocidade não parece haver tempo para colocar as coisas em ordem. Cada um trata de viver o seu próprio desenfreado tempo.

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