Pare de procurar a felicidade, você não a encontrará, é ela que nos encontra.
Talvez o conceito de felicidade seja tão abundante quanto o número de pessoas dispostas a conceituá-la. Sempre que alguém é inquirido sobre o que é felicidade, parece surgir uma nova opinião a ser avaliada.
Sempre que alguém busca intensamente pela felicidade, tudo o que acha é ansiedade, frustração, angústia, aflição, inquietação. Isso porque, as comparações se sobrepõem à própria felicidade. Ninguém se torna feliz buscando felicidade. Quando estamos prontos, preparados, ela nos acha, e assim, podemos colher seus benefícios de bom grado.
O riso, uma gargalhada, o choro, um abraço, ajudar, ser ajudado, compartilhar, são situações que atraem esse estado de fluxo e nos sintoniza, nos sincroniza, nos predispõe para recebê-la de bom grado. Embora haja certa dificuldade em conceituar a felicidade, todos, intuitivamente, sabemos do que se trata quando ela surge, quando presente em nossas vidas.
Crianças são felizes porque não se deixam perturbar buscando a felicidade,
elas apenas vivem. Se não forem impedidas por maus tratos, vivem despreocupadamente felizes. Não precisam de muito.
Muitas vezes a esperança, a expectativa do prêmio, o entusiasmo, pequenas conquistas, o observar da natureza, o canto dos pássaros, a companhia da pessoa amada, ouvir uma música, amigos, a família, todas essas coisas nos preparam para recebê-la quando ela chegar.
Quem acredita precisar de muito, quem crer precisar de mais para ser feliz, consegue fazer com que a felicidade fuja, se afaste em alta velocidade.
Já não mais busco a felicidade, mas deixo sempre a porta aberta, quando ela me encontra, fico sempre feliz da vida.
Felicidade, quem a encontrará?






