sábado, 30 de janeiro de 2021

A felicidade, quem a encontrará?


 A FELICIDADE, QUEM A ENCONTRARÁ?


Pare de procurar a felicidade, você não a encontrará, é ela que nos encontra.


Talvez o conceito de felicidade seja tão abundante quanto o número de pessoas dispostas a conceituá-la. Sempre que alguém é inquirido sobre o que é felicidade, parece surgir uma nova opinião a ser avaliada.


Sempre que alguém busca intensamente pela felicidade, tudo o que acha é ansiedade, frustração, angústia, aflição, inquietação. Isso porque, as comparações se sobrepõem à própria felicidade. Ninguém se torna feliz buscando felicidade. Quando estamos prontos, preparados, ela nos acha, e assim, podemos colher seus benefícios de bom grado.


O riso, uma gargalhada, o choro, um abraço, ajudar, ser ajudado, compartilhar, são situações que atraem esse estado de fluxo e nos sintoniza, nos sincroniza, nos predispõe para recebê-la de bom grado. Embora haja certa dificuldade em conceituar a felicidade, todos, intuitivamente, sabemos do que se trata quando ela surge, quando presente em nossas vidas.


Crianças são felizes porque não se deixam perturbar buscando a felicidade,

elas apenas vivem. Se não forem impedidas por maus tratos, vivem despreocupadamente felizes. Não precisam de muito.


Muitas vezes a esperança, a expectativa do prêmio, o entusiasmo, pequenas conquistas, o observar da natureza, o canto dos pássaros, a companhia da pessoa amada, ouvir uma música, amigos, a família, todas essas coisas nos preparam para recebê-la quando ela chegar.


Quem acredita precisar de muito, quem crer precisar de mais para ser feliz, consegue fazer com que a felicidade fuja, se afaste em alta velocidade.


Já não mais busco a felicidade, mas deixo sempre a porta aberta, quando ela me encontra, fico sempre feliz da vida.


Felicidade, quem a encontrará?


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Falso ou fato?

Certo dia, decidi não mais compartilhar certos conteúdos. Aprendi que, se não vi, não devo servir a propósitos escusos alheios.

Os produtores de Fake News sempre sabem o que estão fazendo, e ganham com isso. Há um retorno, quase sempre financeiro. Quem não sabe são os que compartilham, na pressa, também ajudam a causar os danos pretendidos pelos outros. Nada viram, não sabem, apenas repetem o que ouviram falar. Incertezas propagadas.

Os provérbios são fartos em lição.

Não permitas tu que tua boca seja precipitada, nem as tuas mãos no teclado apressadas. Dizem que quem refreia os lábios, é sábio. 

Diz o livro sagrado: Estas seis coisas o Senhor odeia; sim, sete são abominações para ele: […]

a testemunha falsa que fala mentiras, e aquele que semeia discórdia entre irmãos.


Não se recolhe penas lançadas ao vento, não todas. Nem a flecha nem as palavras pronunciadas, voltam jamais.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Se houver tempo

Se houver tempo

Como foste rápido, frívolo e efêmero diante da oferta abundante da vida. Por que desperdiçaste o tempo como se dele tu fosses senhor? O que anseias se não te moves, se te deixas consumir por sonhos e devaneios atados à rocha inerte? Caberá a ti mesmo elaborar teus dias e justificá-los de maneira tal que não te arrependas do ócio desejado.

Pávido e sem sorte alguma, ainda anseias pelo incerto e indeciso amanhã? Talvez diante do infortúnio, algum dia extra te seja concedido. Passaram, eles passaram, mas nós e os demais também colheremos o mesmo tributo da vida. E assim vive o ser, limitado por suas certezas, crenças, convicções, esperanças, seu próprio juízo.

Em nossa última contribuição, devolveremos os elementos que compõem o corpo à natureza, e eles, por sua vez, irão compor novos corpos, sediarão novas ideias, novos frutos. O ciclo estará pronto para continuar a jornada, trocas e permutas perenes.

Ah, como ainda tens um agora, quem sabe seja o momento de apreciar, desfrutar um único desejo, não haverá adição, nunca há. Desejo insólito, enche o peito, reúne tuas forças mais uma vez e te será aberta a porta que jamais cruzarás. Ainda assim, terás caminhado e vivido a tua imortalidade enquanto vida tiveres.

Waldez Pantoja

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Pessoas boas em lugares ruins

O que acontece quando colocamos pessoas boas em lugares ruins?

O Professor Dr. Philip Zimbardo da Universidade de Standford, fez esta pergunta, e para responder, conduziu alguns experimentos controlados. Os resultados são surpreendentes.

O experimento de 1971, consistia em criar um ambiente de uma cadeia e recrutar pessoas comuns para assumirem diversas funções. Alguns seriam os prisioneiros, outros seriam os guardas, investidos de autoridade e poder.

Para espanto dos pesquisadores envolvidos, o ambiente se tornou tão perigoso, que o experimento precisou ser cancelado em apenas seis dias após o início. 

Os guardas se tornaram tão autoritários, que logo começaram a cometer vários excessos. Negavam e retiravam direitos dos prisioneiros. Obrigavam todos eles a se submeterem a vários atos degradantes.

Zimbardo concluiu que: "Qualquer ato praticado por um ser humano, por mais horrível e cruel que seja, pode ser cometido por qualquer outro".

Situações extremas podem levar pessoas boas a cometer atos cruéis, a depender do contexto, pressão social ao qual estão inseridas, ou ainda o estado emocional momentâneo.

Stanley Milgram, que era colega de Zimbardo, também chocou muitos quando conduziu o experimento que ficou conhecido como "O choque de Milgram". Pessoas comuns, aplicavam choques em outra pessoas, apenas porque receberam a ordem. (experimento controlado e os choques eram falsos).

Muitos se submetem ao poder da autoridade de alguém que legitimam como tal, e passam por cima até mesmo de seus próprios valores. Afinal, a obediência constitui nosso senso de socialização. Somos ensinados a prestar obediência aos que consideramos superiores, e, desta forma, muitos sequer questionam as regras as quais estão submetidos.

A obediêcia é, via de regra, um dos elementos mais básicos da vida social. Mas, não é porque todos fazem, todos obedecem, que devemos seguir o mesmo caminho.

Somente aqueles que estão além do seu tempo, são capazes de gerar mudanças significativas na sociedade, às vezes, quem sabe, até um ato de "rebeldia" diante do sistema. O restante, continuará submetido aos padrões vigentes.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

A dor do outro pode ser nossa também

A dinâmica da vida é cheia de reveses. Alguns dias são pura felicidade, outros, em busca dela que insiste em se ausentar. Tudo pode ser um aprendizado para aqueles dispostos a aprender. 

A dor psicológica pode ser tão danosa quanto a dor física, às vezes, até mais. Por algum tipo de sorte, nada é eternamente durável. Vai passar. A dinâmica da vida. 

Atentos, olhos abertos, porque a dor que hoje é do outro, de repente, se torna nossa também. Às vezes perdemos o caminho, o rumo, mas terminamos encontrando a nós mesmos.

Os mestres apresentam um hábito; eles não se permitem um dia sem um aprendizado qualquer, sem uma reflexão, sem um propósito, porque sabem que, a dor do outro pode ser nossa também, e isso incomoda.

Se a felicidade me encontrar, ficarei muito feliz enquanto ela estiver por perto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

A VELOCIDADE DAS INCERTEZAS

 


No mundo dos extremos e alta velocidade, já não  temos mais certeza e nem garantia de nada. Talvez alguma esperança. 


Deseja-se que tudo seja apresentado em velocidade extrema, tudo muito rápido. Nem bem nos acostumamos a uma novidade, e logo, esta já se torna ultrapassada. 


Carros mais rápidos, aviões mais velozes, internet ultra, até o lanche, o almoço, os relacionamentos logo são dissipados. E assim, um novo modelo, uma nova ordem assume o lugar da anterior já sem grande utilidade percebida.


O medo, o pânico, o desespero, a ansiedade assolando a humanidade em todos os recantos. Ninguém mais está seguro. A certeza agora cede lugar à incerteza. Continuamos a criar um mundo de hesitações e indecisões, tudo muito rápido e fluido.


A alta velocidade espalha doenças, notícias, boatos, gerando angústia e dúvidas.


Um pequeno punhado continuará a dominar as multidões apressadas, nem se dão conta da manipulação sofrida. Pessoas correm agitadas de um lado ao outro como se realmente aquele fosse seu último dia de vida, e às vezes, é mesmo.


Quem dita as regras, de onde vem tanto imediatismo? A essa velocidade não parece haver tempo para colocar as coisas em ordem. Cada um trata de viver o seu próprio desenfreado tempo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Eu e meus botões

Eu só queria ser o que penso ser. Apresentar-me como gostaria. Falar e expressar-me como pessoa livre que também penso ser. Mas as coisas não funcionam assim. Há um custo muitas vezes alto demais. Ao invés disso, preciso usar uma máscara que agrade. Caso contrário, a exclusão do grupo é certa.

Seres humanos são seres gregários, vivemos em grupo obedecendo regras e práticas comuns. Quem destoa, corre risco da exclusão e perde a pretensa segurança dos semelhantes. Vivemos debaixo de regras mutáveis, efêmeras, algumas nitidamente injustas. 

Um mundo de personagens, pouco real. Para cada ambiente, uma máscara, uma persona. Para cada situação, um comportamento pré estabelecido, mesmo não existindo uma lei explícita, lá estou eu, representando ser o que não sou. Ou sou?

Dissimular o real e apresentar um “EU” que nunca fui. A contra gosto, mas que agrada meus pares. Também eu, fingindo gostar, quando na verdade odeio. A persona!

Assim como no antigo teatro grego, a máscara ainda nos é necessária, exigida. Mostrar-se de cara limpa não agrada, e muitas vezes confunde o público que fica distante. Como humanos que somos, não queremos desagradar ao público porque o risco de evasão e isolamento é alto. Sem aplausos.

A máscara, condição “sine qua non” exigida para o convívio social.

O que vemos não é o mundo real, mas sim uma representação, às vezes bem tosca. Tire a máscara e colha seus frutos. Diga o que pensa e receba a devida retaliação caso não agrade.