sexta-feira, 21 de junho de 2019

Qual o valor, quanto vale?


Quando busco a resposta para esta pergunta, sempre me deparo atribuindo valor às coisas, dando sentido a elas, ou ignorando-as por completo, sem valor algum. Algumas valem mais, outras menos. Algumas fazem maior sentido, outras menor ou nenhum. Mas nunca valor por si mesmas, até que eu mesmo lhes atribua algum valor.

Pensando assim, o carro velho do necessitado terá para ele valor inestimável maior do que aquele carrão de luxo do milionário que dele não necessita. Perdê-lo, mantê-lo, não o afetará tanto quanto o carro velho do necessitado.

O que tem maior valor, um copo com água ou um saco cheio de dinheiro, cheio de ouro? Depende das circunstâncias. 

Não são as coisas do lado de fora que nos dão sentido. Nós é que lhes damos sentido, imprimimos significado e valor a tudo.

Muitas vezes se valoriza muito mais aquilo que não se tem, enquanto isso, o que já se tem é desvalorizado, deteriorado. Um gasto energético enorme para mais tarde descobrirmos que perdemos tempo valorizando algo que na verdade não valia tanto. Um terrivel erro no julgamento de valor.

Quanto vale?

terça-feira, 18 de junho de 2019

Sobre Motivação



Saber o que fazer e como fazer, às vezes não basta. Muitos até sabem.

Aquela força que nos move também se faz necessária, uma força chamada motivação, que tem fundamentos biológicos, psicológicos e emocionais. 

O termo motivação tem sua base no latim, (“movere”, mover). Tem a ver com o movimento em direção a um determinado objetivo, uma ação. Busca-se nessa ação uma recompensa. Um processo que envolve redes neurais complexas, elementos químicos, um estado mental positivo. A dopamina é um desses elementos químicos envolvidos na recompensa.

Como se manter motivado?

Hamid e Joshua Berke, professores de psicologia e engenharia biomédica da Universidade de Michigan, argumentam que os níveis de dopamina sinalizam continuamente quão boa ou valiosa é a situação atual em relação à obtenção de uma recompensa. Concentrar-se na recompensa do seu empreendimento, os frutos que serão colhidos,  é uma técnica formidável que estimula os centros neurais envolvidos na motivação, dizem os pesquisadores.

Outro fator importante é aprender a adiar prazeres momentâneos e efêmeros em busca de algo maior e mais duradouro. Esse processo requer foco, disciplina e determinação, todos produtos da motivação.

Boa sorte!

Cativo de si mesmo


Na culturalmente avançada Atenas de Platão, Aristóteles e Epicuro, que admiramos com razão, apenas 30 mil indivíduos eram cidadãos em uma população de 150 mil pessoas; os demais cidadãos eram escravos." (António Damásio). 

A escravidão continua com nova roupagem, uma nova face. Continuamos a escravizar se não os outros, mas a nós mesmos é quase certo. O fato ocorre quando nos tornamos dependentes destes, daqueles ou daquilo, e sequer conseguimos esboçar um grito de liberdade. Quando ideias e pensamentos continuam em um mesmo processo constante de cauterização.

Escravo de uma relação; de uma condição social; de uma ideia; de nossas certezas; de nossos artefatos tecnológicos; escravos quando enxergamos, mas não vemos muito além de nossos próprios limites. 

Mente turva, sem acuidade alguma, visão embasada, incapaz de ver mesmo apresentando uma ótima visão. Escravo de si mesmo.

Parar, pensar, refletir, investigar, perguntar e buscar respostas, abrir os olhos. A busca é sempre um ótimo começo.

Boa sorte!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

A falácia da consciência


"Eu não preciso de lei para cumprir com meus deveres, eu tenho consciência, sou responsável".

Muitos realmente quando manifestam este argumento, talvez estejam falando a verdade. No entanto, para uma parcela da população, trata-se apenas de um argumento falacioso.

A falácia pode ser compreendida como, qualquer enunciado ou raciocínio que simula a veracidade, uma verdade, mas em si mesmo é falso. Diz fazer, mas não o faz realmente.

Para que serve a lei? Para corrigir e reter aqueles que insistem em prejudicar a si mesmos e também os demais. Serve para os delinquentes, para os inconsequentes.

Se alguém considera a si mesmo um exemplo, a força da lei não lhe atinge. Mas, isso não significa dizer que devemos acabar com essa ou aquela lei apenas porque um ou outro não precisa dela. Em muitos casos a consciência somente é gerada pela força da lei.

Há leis justas e leis injustas, esse portanto, é outro caso a ser debatido.

Se não há nenhuma punição, por que não transgredir um princípio social? Se ninguém está vendo, por que não? Assim pensam muitos. Retirem as leis e a punição que a desordem se instala.

Fumar em ambientes fechado, em restaurantes, no avião, hoje isso nos parece um absurdo, mas foi a força da lei que gerou a tal "consciência" que não havia em muitos. Limite de velocidade, dirigir falando ao celular, se não houvesse lei, também para muitos não haveria consciência, apenas o direito.

Leis e campanhas de conscientização são sempre necessárias para aqueles que não respeitam os direitos dos demais.

Mesmo havendo leis, muitos são resistentes e sempre dão o tal "jeitinho" para tentar escapar, gerando assim, conflito social.

Para viver em sociedade há um custo. É justamente por termos inteligência e a razão, que nem sempre nos portamos igual formiguinhas, sempre cooperativas. Discordamos, argumentamos, competimos e também geramos conflitos. A lei serve para regular e gerir tais conflitos.

O objetivo da lei é proteger tanto o delinquente quanto o consciente de seus deveres.

Nós os contribuintes pagamos a conta. Cadeias e processos têm alto custo. Por isso, o problema é de todos. Não apenas deles.