terça-feira, 21 de setembro de 2021

Novas crenças


Novas crenças

As crenças são sempre um fenômeno interessante. Ninguém acorda um dia e diz: sabe, a partir de hoje vou crer nisso ou naquilo. Ou ainda, vou acreditar em Ets e fadas. A crença apenas surge, é uma construção quase sempre inconsciente.


A partir daí vamos cada vez mais nos comprometendo com ela. Às vezes, também deixamos de acreditar em algo quando passamos por alguma frustração; o desejo, o pedido, a necessidade não atendida, ou mesmo uma doutrinação.


Um, dois, três ou mais eventos podem ser apenas coincidência. Quando as evidências se acumulam, facilmente pode ser visto como tendência. E assim, fundamentamos uma nova crença e uma verdade é estabelecida.  


O viés confirmatório, ou viés de confirmação,  é  um comportamento que adotamos em busca de eventos que confirmem a nossa  crença, ignorando tudo, ou quase tudo que venha a contradizê-la. Tornamos-nos "cegos" àquilo que possa contradizer a nossa crença. 


As redes sociais e os algoritmos atendem perfeitamente ao fenômeno.


Alguns exemplos:

- A esposa engravidou; parece que todas as mulheres do mundo ficaram grávidas.

- Comprei um novo carro da marca X; a cidade inteira parece ter o mesmo carro, na mesma cor.

- Aquela é uma pessoa má; de repente, de alguma forma os atos começam a confirmar a crença já fundamentada.

- Ele é culpado; logo inúmeras evidências surgem.


Segue a vida. Ora influenciamos e damos suporte a novas crenças. Ora sofremos tais influências e fundamentando novas crenças arbitrárias. Buscamos e damos sentido às coisas, e assim, "verdades" se estabelecem.


Waldez Pantoja

Aqueles


Aqueles...

Aquele que mais grita é o que menos ouve.

Aquele que domina a si mesmo, não busca dominar os outros.

Aquele que melhora a si mesmo, melhora o mundo.

Aquele que menos critica os outros, mais acredita em si mesmo.

Aquele que mais cuida dos deveres, menos cobra 'direitos'.

Aquele que mais faz, menos exige.

Aquele que aprende a viver a própria vida, não busca viver a vida dos outros.

Aquele que ama a si mesmo, também aprende a amar o outro.

Aquele que mais doa, na verdade é o que mais ganha.

Aquele que sempre impõe nunca se dispõe.

Aquele que pensa saber muito é o que menos sabe.

Aquele que desvia o olhar não acerta o alvo.

Aquele que fere também é ferido e não sai impune. 

Wadez Pantoja

A receita é a mesma, o bolo não

A receita é a mesma, o bolo não.

Em busca de soluções rápidas, soluções mágicas, muitas vezes se embarca em uma viagem recheada de erros; querer levar a vida seguindo uma receita como se bolo fosse, mas nem mesmo uma receita seguida à risca, irá garantir que todos os bolos sairão do forno da mesma forma.


Os fatores de influência em nossas vidas são diversos. O medicamento que cura um pode facilmente matar o outro. Não há uma receita geral para tudo e todos. Querer que os resultados sejam iguais para todos, é se deixar enganar pelas famosas receitas de bolo.


Segundo Bessel Kolk, ninguém é criado em circunstâncias ideais – se é que sabemos que circunstâncias são essas.


O mesmo ambiente pode oferecer as mesmas experiências que serão decodificadas e assimiladas de forma distinta a depender de quem as vivencia. Nosso curso de vida, a cultura, os amigos, parentes também têm enorme influência na maneira como assimilamos o mundo que nos cerca. 


Nem sempre o que funciona para um, renderá os mesmos frutos para o outro. A receita de bolo é para bolo, ainda assim, nenhuma garantia há de igualdade nos resultados.


Waldez Pantoja

domingo, 19 de setembro de 2021

Meu mundo, meu mundo

Meu mundo, meu mundo.

Cada um de nós tem um mundo inteiro dentro de nós. Nosso próprio mundo. Como podemos achar que temos a capacidade de viver o mundo do outro? Nem compreendê-lo é possível, porque as ferramentas que usamos para decodificar o outro, são as mesmas que usamos para justificar a nós mesmos. Nesse sentido, nos encontramos limitados dentro do nosso próprio eu. Com diálogo e boa comunicação, pode-se chegar a um acordo de paz e boa convivência.

Culpar o outro não nos torna melhor, apenas nos faz sentirmos bem momentâneamente, mas logo passa.

Tanto o passado consciente quanto o inconsciente podem influenciar nosso presente, jamais determiná-lo. A não ser que assim queiramos ou nos sintamos momentaneamente incapazes de assumir o controle da própria vida, usando o determinismo como justificativa para o comodismo mórbido.

Waldez Pantoja