Houve um tempo que não era nosso tempo. Passado desejado por muitos cheios de tanto presente, quase sempre ausentes.
A insistente e constante busca da perfeição, também se torna enfadonha, passa, ilusão.
Basta um clique, não perca tempo. É o que dizem muitos. Talvez realmente haja ganho nas perdas e perdas nos ganhos. A tecnologia dos ganhos, nos rouba tempo. Onde está o foco? É para lá que iremos.
A mente encanta, desencanta. Constrói, desconstrói. Cria, e logo apaga tudo para recomeçar o ciclo eterno das mudanças. De alguma forma tudo será eterno, reintegrado e reabsorvido pela natureza. Cada indivíduo fará parte de um novo e desconhecido conjunto agregador.
Antes de virmos a ser, houve um tempo que não nos pertencia. Quando partirmos, a eternidade se manterá, mas também não nos pertencerá. E ínfimo é o intervalo da existência diante das mudanças.
Para a sorte de todos não haverá amanhã. Nunca houve esse tempo. Há esperança, constância, para muitos distância. Também não haverá lembrança.
Tudo dura enquanto estiver presente, presente na mente, que de repente, sem nos darmos conta se torna ausente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário