segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

O CONSELHEIRO QUE NÃO ESCUTO

 


Dar conselhos parece ser um atributo inerente ao ser humano. Somos ótimos em dar conselhos, e gostamos de fazer isso esperando sempre que o nosso conselho seja útil aos demais. Quase sempre nosso conselho é muito bom e pode realmente resolver um problema que não é nosso.

Já quando se trata de nos aconselhamos, os resultados nem sempre são os melhores. Há sempre vozes em nossa cabeça que parecem estar em permanente conflito. Uma voz diz faça, a outra diz não faça. Uma diz vai, a outra diz fica. 

Às vezes, tomamos uma decisão, fazemos uma escolha, e sai tudo errado. Logo vem a voz e diz: eu sabia, alguma coisa lá no fundo me dizia para fazer diferente, eu senti isso, mas não dei atenção a minha intuição. 

Diante de um conflito, uma boa estratégia é a distancia. Colocar um pé atrás e imaginarmos que agora somos um conselheiro distante que aconselha outra pessoa e não a nós mesmos imersos em vozes conflitantes.

Quem está dentro de casa não pode ver a faixada da própria casa. Não sabe dizer se algum reparo se faz necessário. Não percebe que a pintura está desbotada.

Após sabermos o resultado, é fácil emitirmos uma opinião sobre qual seria a melhor escolha. Isso porque, agora estamos do lado de fora, distantes das vozes conflitantes.