terça-feira, 30 de novembro de 2021

O que nos pertence?

 


Aquele que conquista o agora garante o futuro. A dor é inevitável, o sofrimento nem sempre, pode até ser uma escolha. 

A vida pode ser plena, pois é cheia de grandes oportunidades. Pare um pouco, observe, escute, mude o foco. Não precisamos sair em busca de nada, basta viver o agora, a grande dádiva da vida sempre está no momento presente. O que pensamos ser pequeno, insignificante, quando vivido intensamente se agiganta milagrosamente. 

Nada que estiver fora da nossa mente é nosso; o carro novo, a casa, o cônjuge, nem os filhos. São as nossas experiências, as nossas lembranças que realmente nos pertencem até decidirmos descarta-las, substituí-las.

Os desejos, o apego, a incessante vontade de controlar o que está a nossa volta, a ansia pelo poder e dominação, podem na verdade ser a fonte de insatisfação, sofrimento e muita frustração.

O aprendizado, a mudança, a inconstância, estão sempre presentes em nossa vida. Às certezas de hoje podem facilmente se tornar dúvida diante de uma nova experiência. Isso às vezes nos deixa aflitos sabendo que o controle das coisas fora de nossa mente podem não ser de nossa competência.

Porque o espetáculo da vida é viver.

Waldez Pantoja

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Ser ou estar?

O verbo _to be_ em inglês significa ser ou estar. E é aí que a nossa língua portuguesa ganha um contorno que a deixa mais bela ainda. Em inglês essa diferença entre ser e estar necessita de complementos que nosso idioma já traz pronto.

Pensando assim, não é difícil entendermos que nós não somos, por exemplo, um estado emocional, apenas estamos. Também não deveríamos categorizar pessoas devido a um determinado estado emocional, seja ele efêmero ou repetitivo. Até porque, nós mesmos somos repetitivos em nossas emoções. 

Não somos zangados, tristes, infelizes, impacientes, mas sim estamos em alguns momentos, e logo tudo passa. Naturalmente que as nossas emoções se repetem e se repetem sempre. 

É a autoconsciência que pode nos colocar no controle de nossas ações diante de uma emoção flagrante que se revela sem nossa anuência consciente. Algumas mais intensas, outras menos.

Waldez Pantoja

As relações

O sujeito procura o psiquiatra e diz: “Doutor, meu irmão é doido— ele acha que é uma galinha”. E o médico diz: “Bem, e por que você não diz a verdade para ele?”. O sujeito responde: “Até poderia, mas preciso dos ovos”. 

Quando nós precisamos dos ovos, alimentar as galinhas se torna uma necessidade.

Relacionamentos nem sempre são totalmente racionais, talvez sejam até absurdos. Mas, sem os relacionamentos, perdemos muito mais. No entanto, precisamos aprender a filtrar tais relacionamentos. Não damos conta de nos relacionarmos com todos o tempo todo.  

Então, como dizem por aí, trate os outros da maneira como...

Poucos conseguem completar a frase de maneira que faça sentido na vida dos outros também, e não apenas na nossa.

Pode haver benefício em tudo, basta excluímos os malefícios. E isso, quase sempre começa com uma atitude mental.

Prof. Waldez Pantoja