segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Música é vida

 

A música é vida.

Na vida há diversas linguagens. A música é a linguagem que comunica sentimentos. Ela atinge áreas inalcançáveis pelos métodos convencionais da comunicação, a fala, os códigos, os signos.


A música tem ritmo, um movimento. A vida também. Às vezes o movimento é lento, outras vezes rápido, acelerado, forte, intenso. Tudo flui.


Na música há melodia, se esta falha, a música deixa de ser música e se transforma apenas em sons, às vezes incompreensíveis. Cada música possui uma melodia distinta. A vida também.


Na música há harmonia, sons que simultaneamente se entrelaçam formando combinações esplêndidas. Na vida há também entrelaçamentos harmônicos, coisas acontecendo simultaneamente em perfeita harmonia. Amizade, amor, caridade.


Na música há silêncio, pausas, intervalos. A vida da mesma forma se processa. O silêncio faz parte da composição da vida. Pausas para que a linha melódica possa continuar nos maravilhando.


A música gera diversas emoções, gerando sentimentos que irão nos direcionar em nosso ambiente junto às relações diárias.


Finalmente temos uma sinfonia, todos os sons compostos pelas unidades; melodia, harmonia, ritmo, pausas, intervalos, intensidade e silêncio, tom e timbre. A vida como uma sinfonia em que todos contribuem para algo extraordinário e agradável aos ouvidos e demais sentidos, a própria vida.




domingo, 29 de novembro de 2020

O MOSAICO DAS EMOÇÕES

 O MOSAICO DAS EMOÇÕES

Como pequenos recortes de materiais diversos podem formar uma magnífica obra de arte? Pois essa é a ideia do mosaico; preencher lacunas com retalhos de materiais que completarão uma imagem, um desenho, uma admirável composição para embelezar o ambiente. O todo será a expressão máxima da junção das pequenas peças. Nenhuma das peças será mais ou menos importante do que as demais.

E as emoções o que são?

Pode-se dizer de maneira sucinta, que a emoção é uma reação, uma manifestação fisiológica, uma resposta a um determinado estímulo ambiental. É a partir das emoções que se chega aos sentimentos, essa experiência mental advinda das emoções. Em um processo de retroalimentação, sentimentos também podem gerar outras emoções. Emoções não cessam, apenas seguem se alternando entre uma e outra.

Antônio Damásio, Paul Ekman e outros pesquisadores classificam as emoções em primárias e secundárias. As emoções primárias são universais, são elas: alegria, tristeza, raiva, medo, aversão (asco, nojo) e surpresa. 

Para Antônio Damásio, as emoções primárias são inatas, evolutivas e compartilhadas por todos os seres.

Algumas emoções secundárias: orgulho, desprezo, culpa, vergonha, constrangimento, satisfação, e outras. Essas emoções são aprendidas e internalizadas a partir do meio, da socialização. O que causa constrangimento em uma cultura, pode não causar nenhuma reação em outra.

E nós seres humanos?

Segundo Robert Leahy, as  emoções evoluíram para nos alertar, nos proteger e nos conectar uns aos outros,  independente de como venhamos a classificá-las, positivas ou negativas. Na verdade, são apenas adaptativas.

É a partir do estudo e análise das nossas próprias emoções, que passamos a tomar consciência das reações, nossos atos diante de uma emoção. Não é possível nos livrarmos de nossas emoções, podemos sim, aprender muito com elas. Desta forma, a reação poderá ser melhor gerenciada. 

Quem muda o foco, também muda a emoção. 

Mudança de foco é uma ótima ideia para quem pretende ter algum domínio sobre o efeito da ruminação das emoções. Esse efeito é quase automático. Emoções são passageiras e dependentes dos estímulos recebidos. Podem ser gerenciadas. O que ocorre é que muitas vezes, não se quer mudar o foco, tornando impossível livrar-se da emoção indesejada mantida através da ruminação.

Esperar somente emoções ditas positivas, pode nos limitar rumo ao aprendizado. Quando nos depararmos com uma emoção que classificamos como negativa, não saberemos o que fazer por falta de treino e exposição. 

As emoções, em especial as primárias, não são exclusividade de um único indivíduo, elas são comuns a todos nós. Todos passam pelas mesmas experiências emocionais. A diferença está na maneira como se reage a uma determinada emoção.  

As emoções não são morais nem imorais, positivas nem negativas, são apenas apenas experiências adaptativas que se bem gerenciadas podem evitar ações e reações indesejadas.

Seres humanos são exatamente isso, essa composição de várias emoções diárias e momentâneas. Um verdadeiro mosaico, inacabado,  ainda em construção. Assim sendo, não  se pode caracterizar nenhum ser humano por conta de uma emoção momentânea. "Ele está triste, e não ele é triste". Vai passar! 

Cabe a cada um construir sua própria arte, aquela que é apresentada todos os dias na galeria de arte chamada sociedade, grupo social em que se vive.


Prof. Waldez Pantoja

Especialista em Neurociências Clínica 

sábado, 28 de novembro de 2020

Conteúdo alterado



A estratégia do conteúdo alterado 

Qualquer pessoa que frequente supermercados, já se deu conta de uma manobra nas gôndolas. A embalagem parece a mesma, mas o conteúdo está alterado. Estamos recebendo menos do que nos era oferecido. Um pacote que antes continha um quilo, agora contém 800 gramas, natualmente que mais caro. A embalagem com 10, agora contém 8 unidades.

São estratégias que enganam, nos fazem acreditar que estamos levando a mesma quantidade de antes, mas não passa de estratégia, quem sabe uma manobra, manipulação. Outras vezes é apenas conteúdo vencido esquecido na prateleira.

E os relacionamentos? 

Não são raras as vezes que nós também usamos tais estratégias no convívio com as pessoas. Queremos mais, mas oferecemos menos. Outros, apenas querem ganhar, ganhar sem nada a oferecer. Há ainda os que tentam manipular as emoções alheias buscando ganho pessoal.

Influenciando e sendo influenciado - o convívio social de alguma forma é uma troca. Enquanto influenciamos também somos influenciados. Um processo de estímulos e respostas emocionais mútuas.

O conteúdo alterado também existe nas relações. São comportamentos, alguns frequentes, outros momentâneos. Busca-se algum benefício, alguma vantagem. Logo que descobrimos a estratégia, dizemos que nos enganamos. Dissonância cognitiva, arrependimento.

Naturalmente temos dificuldade para compreender como nosso comportamento impacta a outra pessoa, e assim, podemos apresentar um viés egocêntrico. Conteúdo alterado! No entanto, é possível uma mudança.

Feedback - alterando o conteúdo. Argumentos que podem ajudar, se sinceros. 

"Percebo que a situação é difícil, sei que não é facil, quero que saiba que esse sentimento é passageiro". "Estou aqui e quero ouvir sua queixa para que possamos buscar uma solução". "Você é humano, por isso, apresenta tais sentimentos". "É um direito seu sentir o que sente agora". "Em algum momento todos nós nos sentimos assim". "O que sente agora faz parte da construção da experiência, desta forma, nos tornamos pessoas melhores e mais conscientes de nós mesmos".

Nas relações o conteúdo pode e deve ser alterado para melhor.








domingo, 15 de novembro de 2020

Meu santo não bateu

Julgamento Rápido

Em uma fração de segundos julgamos se o outro é confiável ou não. Nos posicionamos em relação ao outro mesmo com pouca ou quase nenhuma informação.

Mas de onde vem esse comportamento? Trata-se de ação baseada em nosso banco de dados de nossas próprias experiências. A antecipação. Às vezes parecem corretas, mas nem sempre. O difícil é se desfazer da tal primeira impressão porque são processos inconscientes.

Portanto, o caráter do outro como primeira impressão, vem das nossas próprias experiências. 

Se a experiência a um determinado tipo de rosto, postura, comportamento, foi negativa, o próximo rosto parecido, tende a ser considerado também como algo negativo.

"Meu santo não bateu com o dele(a)."