É muito comum com base em conclusões pessoais, emocionais, às vezes pouco racionais, outras precipitadas, quem sabe até pueril, inferirmos que algo é certo ou errado, mesmo que nenhuma normativa regule a decisão.
Mesmo que não esteja devidamente regulada, normatizada, a sociedade, legítimiza o certo e o errado em muitas situações.
Mas como chegamos a tais conclusões? A subjetividade dos termos servem de base para o julgamento dos resultados das ações. Resultado positivo, certo. Resultado negativo, errado. E quando um resultado é positivo ou negativo? A priori, quando esperado, quando nos faz bem, quando faz bem aos outros. Mas será que quando faz bem também ao outro? Dizemos ser positivo quando está a nosso favor, ou não interfere negativamente em nosso cotidiano. Se interfere, assumimos como negativo, e portanto, tendemos a classificar como erro.
Será que todos concordam com os resultados positivos ou negativos das ações? Neste ponto é que há a dissociação entre certo e errado. Porque o que para um parece certo, para outro pode parecer errado por uma questão simples de espectro sensitivo. Nem todos veem as mesmas cores, assim como também não ouvem as mesmas frequências e mesmas amplitudes, nem têm as mesmas experiências somestésicas.
O leão que caça a zebra, tem um dia feliz com um resultado positivo. A zebra que morre, nem tanto. Ficamos felizes com o churrasco de domingo. Talvez a vaca não. O dono da funerária agradece a Deus por mais um dia de trabalho. Amigos e parentes do morto, choram. Sem antes termos os resultados, a impressão que fica, é que, certo e errado, somente após os envolvido avaliarem o que cada um ganhou ou perdeu.